A notícia, avançada pela Sky News, surge depois do Facebook e da Google anunciarem que iriam proibir a publicidade a criptomoedas nas suas plataformas de forma a erradicar a publicidade a produtos financeiros sem regulação ou especulativos.

No entanto, o Twitter ainda não confirmou a nova medida que, segundo aquela publicação, também poderá proibir anúncios para trocas de criptomoedas, com algumas exceções, e que vai entrar em vigor em duas semanas.

A rede social tem assistido à criação de inúmeras contas falsas que prometem prémios em criptomoedas, com Elon Musk a ser a mais recente vítima.

Recorde-se que, em resposta a um tweet sobre o lançamento de um Falcon 9 que levou dois satélites de teste para internet de banda larga, o patrão da Tesla alegadamente anunciava a oferta de 5.000 ETH “para comemorar”.

Mas, esta não foi a primeira vez que um esquema fraudulento do género aconteceu. Também no final do ano passado, o criador da Litecoin (LTC), Charlie Lee, estaria a doar 180 LTC. O “verdadeiro” Lee usou a rede social para revelar a fraude.

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A confirmar-se esta medida, o Twitter vem juntar-se ao Facebook e à Google que também decidiram impôr barreiras às moedas digitais.

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Em janeiro, a rede social de Mark Zuckerberg  proibiu todo o tipo de publicidade sobre criptomoedas por estarem “frequentemente associados a promoções desleais ou enganosas”.

“Há muitas empresas que estão a fazer publicidade sobre opções binárias, ICO e criptomoedas que não estão a operar com boa-fé”, explicou o director de produtos do Facebook, Rob Leathern, em comunicado.

Também a Google tomou esta decisão que vai começar a vigorar em junho e que se irá estender ao YouTube.

A gigante tecnológica afirma estar a trabalhar para "proteger o ecossistema de anúncios" e evitar novas fraudes que possam surgir a partir da evolução dos métodos de consumo dos utilizadores defendendo esta mudança como sendo uma melhoria nos métodos de proteção ao cliente.

As criptomoedas, pela sua natureza digital, são uma preocupação para os órgãos responsáveis por regular transações financeiras no mundo. O facto destas moedas, entre as quais se incluem a Bitcoin e Ethereum, não serem garantidas por um banco central ou autoridades nacionais, e de não serem moeda com curso legal, fazem com que não estejam cobertas por nenhum ativo tangível, não sendo ainda reguladas a nível europeu.

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