A Apple lançou ontem uma versão de testes do QuickTime 6, uma nova edição do leitor de conteúdos multimédia para os sistemas operativos Windows e Mac da empresa de Steve Jobs que emprega o formato de vídeo digital MPEG-4.



Ao introduzir a primeira solução comercial de MPEG-4, a empresa espera tornar este formato um novo padrão de Internet e salienta que é mais flexível que o MPEG-2 utilizado nos DVDs. Entre as empresas que suportam este padrão, contam-se a Cisco, Ericsson, Intel, Matsushita, Mitsubishi, Motorola, Panasonic, Philips, Real Networks, Samsung e Sun.



Se o formato for largamente adoptado, como a Apple espera, irá permitir que o QuickTime, um leitor de conteúdos multimédia pouco popular, concorra directamenta com aplicações com uma maior quota de mercado, como o Real One da Real Networks e o Windows Media Player da Microsoft, dado que os fornecedores e produtores de conteúdos multimédia não terão que modificar as suas obras para adaptá-las a um formato proprietário.



Actualmente, a Apple, a Real Networks e a Microsoft apoiam diferentes formatos proprietários de conteúdos multimédia, os quais poderão ser suplantados pelo MPEG-4, o padrão da próxima geração de vídeo digital.



O QuickTime 6 integra a nova funcionalidade de Instant-On Streaming que elimina os atrasos no processamento do buffer e disponibiliza aos utilizadores a capacidade de navegar através de conteúdos multimédia de streaming para localizar e visualizar secções específicas.



Para além disso, a versão do leitor para o Mac OS X suporta a partir de agora o formato JPEG 2000, o padrão JPEG da próxima geração que permite que os utilizadores captem imagens paradas com uma qualidade mais elevada e um menor tamanho do ficheiro.



Outra tecnologia integrada é a Advanced Audio Coding (AAC), o formato áudio padrão em MPEG-4, que permite fornecer uma qualidade de som bastante superior e dimensões mais reduzidas dos ficheiros em comparação com o MP3 e o Windows Media Player.



A Apple também lançou uma versão de Public Preview do QuickTime Broadcaster, o seu pacote de software para gravar e codificar em tempo real conteúdos QuickTime em MPEG-4 para a transmissão em directo através da Web.



Em simultâneo, a fabricante de computadores anunciou também ontem que todos os consumidores vão poder adquirir o eMac, uma versão actualizada do iMac original que integra o núcleo do computador em redor de um monitor de tubo de raios catódicos.



Custando 1.251 euros - sem IVA incluído - em Portugal, o eMac foi incialmente concebido a pensar apenas nas escolas, professores, alunos e outros agentes do sector educativo. Este computador consiste numa solução barata de entrada de gama com mais capacidade do que o novo iMac que integra um processador G4 de 700 MHz. A diferença de preço justifica-se com a inclusão de um ecrã plano de cristais líquidos em todos os iMac.


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