Apenas três por cento dos sites na Internet estão concebidos a pensar na acessibilidade de pessoas com incapacidades, informa um relatório divulgado pelas Nações Unidas.
O estudo indica que a maioria dos sítios na rede não cumpre com as directrizes internacionais de acessibilidade para invisuais, pessoas com problemas de visão ou com incapacidades físicas que lhes impeçam o uso do rato.
As conclusões são o resultado de uma análise a 100 sites, entre os quais alguns dedicados a áreas como as finanças, viagens, media, comércio electrónico e informações governamentais. Destes, apenas três cumpriam os requisitos básicos, nomeadamente a página do Governo espanhol, do primeiro-ministro britânico e da Chanceler alemã.
Citada pela Reuters, Léonie Watson, membro da Nomensa, a empresa que conduziu o estudo, afirma que é necessário "romper com os obstáculos" que dificultam o acesso das pessoas com incapacidades à Internet.
O relatório mostra que 93 por cento dos sites não possui textos explicativos dos gráficos apresentados, o que impede que os utilizadores invisuais possam utilizar as páginas.
O mesmo documento aponta que 73 por cento dos sítios na rede utilizam linguagem JavaScript, o que impede o acesso à informação de 10 por cento dos utilizadores de Internet nas referidas condições.
A falta de contraste significativo entre as cores utilizadas afecta 78 por cento das páginas tornando a sua visualização quase impossível a utilizadores com problemas como o daltonismo. Por outro lado, a impossibilidade de alterar o tamanho das letras é comum a 97 por cento dos sites o que dificulta a leitura dos textos a internautas com falta acentuada de visão.
O estudo analisou sites de 20 países, entre os quais, Alemanha, Áustria, Brasil, Canadá, China, Espanha, Estados Unidos, França, Reino Unido, Rússia, entre outros.
O estudo foi requerido pelo Departamento de Assuntos Económicos e Sociais da ONU com o objectivo de avaliar a necessidade de ajuste aos conteúdos e desenho das páginas online.
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