Desde o passado dia 1 de Setembro os utilizadores chinese do super-motor de busca Google têm sido reencaminhados para uma meia dúzia de outros portais nacionais do género, mas menos efectivos. Há uns dias atrás os utilizadores de um outro motor de pesquisa norte-americano, o Altavista, depararam-se com a mesma situação de serem reencaminhados para esses mesmos sites chineses pouco conhecidos, mas fortemente censurados.



Já esta semana, os utilizadores começaram a queixar-se de um crescente bloqueamento selectivo - sendo autorizados a visitar sites mas sendo impedidos de aceder a artigos específicos ou outros conteúdos de natureza política sensível.



Tal como habitualmente, Beijing não fez qualquer anúncio da adopção das medidas e recusou-se a confirmar a sua existência. Desconfia-se que o reforço das medidas impeditivas tenha a ver com a realização de mais um congresso do partido comunista chinês, marcado para Novembro próximo, refere a Associated Press, citando vários analistas.



O bloqueio completo do acesso a determinados sites inicialmente praticado pelo governo chinês era tecnologicamente primitivo e envolvia a utilização de filtros ao que era na altura uma mão cheia de gateways internacionais. Mas, os gateways estão a proliferar e o bloqueio de um site especifico é demasiado fácil de contornar por servidores no estrangeiro que ajudam a mascarar o destino real dos internautas.



Estas tecnologias de filtragem selectiva tornam muito mais complicado aceder a informação proibida. Por isso, são igualmente mais difíceis de administrar e mais dispendiosas. Os pedidos de dados podem deixar a China, mas muitas das páginas Web de fora são bloqueadas recorrendo ao método de palavras-chave.



Reagindo ao recente bloqueio dos seus sites pelo governo chinês, o AltaVista e Google encontraram novas formas de oferecerem os seus serviços aos internautas que navegam a partir da China. O AltaVista indicou aos seus utilizadores que podem visitar o endereço www.raging.com ou um dos seus sites internacionais, enquanto o Google está a negociar com o governo chinês, noticiou a publicação online The Register.



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