A Clearview AI é conhecida por ter criado um software de reconhecimento facial, baseado em inteligência artificial e que recorre a milhares de imagens de redes sociais. A solução desenvolvida tem gerado polémica e agora, no Reino Unido, o Information Commissioner’s Office (ICO) aplicou uma multa de mais de 7,5 milhões de libras à empresa.
Em questão está principalmente o uso de imagens de cidadãos do Reino Unido sem o seu consentimento, algo que viola as leis de proteção de dados do país, explica a entidade em comunicado. O ICO ordena a empresa a parar de recolher e utilizar dados de pessoas residentes no país, apagando-os dos seus sistemas.
A entidade britânica detalha que a Clerview AI terá recolhido mais de 20 mil milhões de imagens de rostos de pessoas, assim como dados disponíveis publicamente na Internet, para criar a sua base de dados, sendo que os cidadãos visados não foram informados acerca da recolha e utilização da sua informação.
De acordo com o ICO, embora já não disponibilize os seus serviços a organizações no Reino Unido, a empresa tem clientes em outros países e estará ainda a utilizar dados pessoais de quem reside no país.
John Edwards, comissário da informação do Reino Unido, afirma que a Clearview AI “permite não só a identificação de pessoas, como também monitoriza efetivamente o seu comportamento, oferecendo-o como um serviço comercial”. “Isso é inaceitável”, realça o responsável.
A decisão do ICO segue uma investigação conjunta em parceria com o Office of the Australian Information Commissioner (OAIC), na Austrália. “Esta cooperação internacional é essencial para proteger os direitos de privacidade das pessoas”, indica John Edwards, acrescentando que o caso será levado a Bruxelas, de modo a que seja analisado por reguladores europeus.
Recorde-se que ainda em maio, a Clearview AI concordou em restringir o uso da sua massiva coleção de rostos para encerrar um processo judicial nos Estados Unidos em que era acusada de colecionar caras sem autorização dos visados.
Já em dezembro de 2021, a França obrigou a empresa a apagar todos os dados que recolheu de franceses para alimentar a sua tecnologia de reconhecimento facial. Segundo o regulador da privacidade, os dados foram recolhidos de forma ilegal e violando os princípios do Regulamento Geral de Proteção de Dados, assim como outras normas do país relacionadas com o acesso, processamento e armazenamento de dados.
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