Empatia será um dos principais conceitos a ter em mente na altura de apostar nas redes sociais para promover uma marca. É esta uma das conclusões a retirar da palestra apresentada esta manhã em Lisboa por Brian Solis, durante a sua passagem pelo Upload Lisboa Pro, uma conferência sobre a Web 2.0 e media sociais dedicada a profissionais. O especialista debruçou-se tanto sobre estratégias para tirar partido das actuais dinâmicas nas plataformas sociais, como sobre a sua visão sobre a forma como estas deverão evoluir.

Autor de "Engage", um guia para "construir, cultivar e medir o sucesso na Web social" e considerado uma das maiores referências na área dos new media, explicou que existem actualmente dois tipos de consumidores, os "tradicionais" e os "sociais", mas espera-se que, com o tempo, quase todos evoluam para a segunda categoria - e é para chegar a esses que servem as novas plataformas.

Enquanto um consumidor tradicional procura no Google informações quando quer comprar um produto, o consumidor social dirige-se ao seu feed de notícias nas redes sociais, daí a importância que as referências - positivas e negativas - a uma marca podem representar.

Para além de realçado o valor destas plataformas na auscultação das opiniões dos consumidores, foi destacado que o seu principal potencial não reside, por exemplo, na sua utilização para publicidade, mas antes na publicação de conteúdos que interessem aos consumidores ou criando uma experiência associada aos produtos que faça com que as pessoas tenham vontade de falar sobre eles.

Criar vontade de partilhar é a ideia-chave porque é pela partilha e pelos "retweets" e "likes" que se chega aos "amigos", e aos "amigos dos amigos", para tirar partido daquilo que foi classificado como "uma audiência com audiência".

Entre os consumidores sociais são os outros consumidores, como eles, que ditam as tendências e é preciso que as marcas se apercebam disso e saibam tirar partido da situação. E recompensar os clientes, explicou Brian Solis.

Nesta matéria foi dado o exemplo do Foursquare. Nesta rede social baseada na localização geográfica os utilizadores fazem "check-in" nos estabelecimentos onde vão e isso - que quando feito repetidamente consubstancia uma prova de confiança e funciona como um chamariz para novos clientes - deve ser encarado como uma "moeda de troca", defendeu o especialista. Os estabelecimentos já estão a tirar partido disso oferecendo promoções aos clientes com mais "check-ins" e os "likes" (gosto) no Facebook podem ser encarados da mesma forma, acrescentou.

Outra das ideias exploradas é aquela que o orador, à semelhança de outros especialistas, acredita ser o conceito que define a "próxima Web": contexto.

Brian Solis realçou que actualmente a Web ainda é dominada pelo gráfico social, baseado nas relações pessoais e conhecimentos dos utilizadores, mas de futuro as ligações serão dominadas por um gráfico baseado nos interesses desses utilizadores, fazendo do contexto a relação mais importante entre os conteúdos.

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