A aplicação tem estado na “mira” dos Estados Unidos desde outubro deste ano. À medida que o TikTok ultrapassa a marca dos 1,5 mil milhões de downloads na App Store e na Play Store e a sua criadora planeia a uma expansão para outras áreas do mercado digital, a empresa chinesa terá agora de lidar com o escrutínio do exército norte-americano.

A investigação foi ordenada por Ryan McCarthy, o secretário do exército dos Estados Unidos, avança a Reuters. Tal como indicou o responsável num evento do American Enterprise Institute, a decisão foi posta em prática após ter recebido uma carta do senador democrata Chuck Schumer a alertar para os riscos do uso da aplicação por parte das forças militares para recrutar jovens.

Tik Tok pode estar a ser investigado pelos Estados Unidos por ser um risco para a segurança nacional
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De acordo com Chuck Schumer, a atuação da ByteDance levanta suspeitas de recolha e uso indevido das informações privadas dos utilizadores. A questão de as leis chinesas obrigarem as empresas nativas ao país a cooperar com o trabalho dos Serviços de Inteligência controlados pelo Governo Chinês apresenta-se como uma das grandes preocupações.

No início de novembro, o Comité de Investimentos Estrangeiros nos Estados Unidos (CFIUS, na sigla em inglês) terá começado a rever o acordo entre a empresa chinesa e a Musical.ly, o qual deu origem à aquisição de 800 milhões de dólares da aplicação TikTok em 2017. A investigação segue uma carta enviada a Joseph Macguire, diretor do CFIUS, pelos senadores Chuck Schumer e Tom Cotton, os quais alertavam para o eventual risco para a segurança do país. destacando ameaças, como a censura, a manipulação de conteúdos disponíveis na plataforma e a influência de campanhas eleitorais.

Estados Unidos dizem que Tik Tok pode ser uma ameaça à segurança do país. App nega acusações
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Na altura, Vanessa Pappas, general manager do TikTok nos Estados Unidos garantiu, em comunicado à imprensa, que todos os dados dos utilizadores americanos são armazenados em data centers fora da China, sendo que estes não estão sujeitos às leis chinesas. Para além disso, a empresa disse contar “com uma equipa técnica dedicada e focada em implementar políticas robustas de cibersegurança e práticas de privacidade e segurança de dados”.

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