O Facebook enfrenta agora um novo processo legal. Desta vez, a empresa liderada por Mark Zuckerberg foi acusada de espiar os utilizadores do Instagram através das câmaras dos iPhones, mesmo quando não estavam a ser utilizadas.

De acordo com a queixa que deu entrada no Tribunal Distrital para o distrito da Califórnia do Norte, Brittany Conditi, uma utilizadora norte-americana da rede social, defende que “o Instagram está constantemente a aceder à câmara dos smartphones enquanto a aplicação está aberta, monitorizando as ações dos utilizadores sem o seu consentimento”.

O processo defende que a empresa está a aceder propositadamente às câmaras como forma de recolher dados “aos quais não teria acesso de outra forma”.  Ao “obter dados extremamente privados e íntimos dos seus utilizadores”, incluindo sobre aquilo que se passa no interior das suas casas, o Facebook consegue aumentar o leque de informações que são vendidas a terceiros para motivos de publicidade.

A queixa surge meses depois de alguns utilizadores da versão beta do iOS 14 terem notado que a aplicação se estava a comportar de forma pouco habitual. Embora estivessem apenas a “scrollar” pelo seu feed do Instagram, o sistema operativo dava a indicação de que a câmara estava ligada.

À imprensa internacional, um porta-voz do Instagram confirmou que a situação se tratava de um bug, indicando que estava a ser corrigido e que nenhuma informação acerca dos utilizadores teria sido recolhida.

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Em agosto, o Instagram foi acusado de ter alegadamente recolhido dados biométricos dos utilizadores do Estado norte-americano do Illinois sem o seu conhecimento ou autorização, arriscando-se a uma pesada multa de 500 mil milhões de dólares.

A gigante tecnológica tem vindo a enfrentar uma série de problemas judiciais no Illinois, uma vez que a lei do Estado proíbe as empresas de recolherem dados biométricos sem o consentimento dos utilizadores.

Em janeiro, o Facebook anunciou que iria pagar 550 milhões de dólares por violar a privacidade dos utilizadores do estado norte-americano com o seu sistema de recolha de dados biométricos para reconhecimento facial. Em julho o Facebook subiu a parada, adicionando mais 100 milhões ao que estaria disposto a pagar para resolver a ação judicial que tinha começado em 2015.

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