Em julho deste ano, a Google anunciou a implementação da nova proposta de protocolo na internet (IP), baseada no Domain Name System (DNS) encriptado, integrado no protocolo HTTPS. Mas a proposta de 2016 que a gigante tecnológica planeia testar a partir de 22 de outubro na nova versão do Chrome 78 pode estar agora sob escrutínio dos Estados Unidos, devido a questões de concorrência.

O HTTPS é uma extensão do protocolo HTTP com comunicação encriptada através de uma rede de computadores e largamente usado na Internet. Hoje em dia, a principal motivação deste protocolo é autenticar sites e proteger a privacidade e integridade dos dados trocados. Mas, numa primeira fase, o HTTPs era sobretudo usado em transações na World Wide Web.

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E o que agora a Google quer adicionar ao protocolo é mais uma garantia de segurança, a que deu o nome de DNS-over-HTTPS (DoH). Só que, de acordo com a informação avançada pelo The Wall Street Journal a proposta pode não estar a ser vista com bons olhos pelos Estados Unidos. Membros do House Judiciary Committee dos Estados Unidos, que supervisiona a administração nos tribunais federais. Agências administrativas e entidades policiais federais terão enviado uma carta à empresa norte-americana a 13 de setembro a pedir informações sobre a sua "decisão de adotar ou promover este protocolo". A Google foi ainda questionada se utilizaria os dados obtidos para fins comerciais.

O objetivo do novo protocolo é “melhorar a segurança e a privacidade dos utilizadores cifrando o tráfego na Internet”, o que vem dificultar a falsificação de sites por parte de hackers. Mas o DoH, que a Google já garantiu que vai ser integrado automaticamente assim que “vários critérios forem alcançados” pode alterar as regras da concorrência na Internet, com as empresas de telecomunicações a serem excluídas do acesso a dados de utilizadores de DNS. Na prática, isto daria à Google uma vantagem injusta sobre os dados dos utilizadores, o que preocupa as empresas.

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Para além disso e tal como a Znet destacou no início de setembro a Google garante que esta troca de IP permite preservar filtros e serviços de controlo parental do DNS, e que não iria obrigar os utilizadores a mudar para o DoH.

Recorde-se que a Mozilla já testou o protocolo e no início de setembro deixou para final deste mês o lançamento do novo protocolo no seu motor de busca. Este update no Firefox surge depois de desde 2017 mais de 70 mil utilizadores terem escolhido a opção de ativar o novo protocolo.

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