Com o número de casos de pessoas infetadas com COVID-19 a aumentar em todo o mundo, o crescimento de ataques na Internet que se aproveitam do novo Coronavírus tem sido evidente. Desta vez, a Kaspersky alerta para um trojan bancário que se "adaptou" à nova pandemia para ter acesso aos dados bancários dos utilizadores de Android através de SMS. Nos últimos tempos os alvos têm sido maioritariamente indivíduos que residem em Espanha, mas tudo indica que os hackers estão a planear atacar outros países.

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Designado por “Ginp”, a estratégia de trojan bancário torna possível o surgimento de mensagens de texto falsas na caixa de entrada de SMS de telemóveis Android. Assim que o trojan é transferido para o telemóvel, os utilizadores podem receber uma ordem por parte do hacker para abrir uma página web denominada "Coronavirus Finder", que assegura que há pessoas próximas de si infetadas com o vírus.

Mas de que forma é possível saber onde se encontram essas pessoas? É então pedido às vítimas que paguem 75 cêntimos para lhes ser revelada a informação e, caso concordem, são imediatamente transferidas para uma página de pagamento. Nesta fase os utilizadores terão de introduzir os seus dados do cartão de crédito, mas não será cobrada essa quantia, nem a vítima irá receber qualquer informação sobre as alegadas pessoas infetadas. Em vez disso, os dados do cartão de crédito acabam por parar às mãos dos hackers.

Como se proteger?

O “Ginp” é um trojan que evoluiu rapidamente desde que apareceu pela primeira vez, adquirindo, ao longo do tempo, novas capacidades. Apesar de nos últimos tempos os alvos terem sido maioritariamente os espanhóis, que representam 83% das vítimas, tudo indica que os hackers estão a planear atacar outros países.

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Em comunicado, Alexander Eremin, especialista em segurança da Kaspersky, garante que "esta é a primeira vez que vemos um trojan bancário aproveitar-se da pandemia". "É alarmante, sobretudo porque o «Ginp» é um trojan muito eficaz", reforça.

Quanto a conselhos, o especialista afirma que os utilizadores de Android devem estar particularmente atentos neste momento. "Pop-ups, páginas de web desconhecidas e mensagens espontâneas sobre o novo Coronavírus devem ser sempre vistas com ceticismo", afirma.

Ataques cibernéticos que se aproveitam da COVID-19 têm sido uma realidade a nivel mundial

Desde que o novo surto de COVID-19 surgiu, a Internet e os seus utilizadores também têm ficado "contaminados" com ataques. Numa altura em que até a própria Organização Mundial da Saúde foi uma das atentadas de alvo de ataque, a Polícia Judiciária e o Centro Nacional de Cibersegurança detetaram em meados de março no país uma nova onda de esquemas fraudulentos. Neste caso, os utilizadores recebiam um SMS ou email a pedir ajuda para uma campanha de compra de material médico. A nível europeu as fraudes online também têm sido detetadas, com a Europol a eliminar numa semana 2.500 links.

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