O Irão deu mais um passo na implementação da sua rede alternativa à Internet, emitindo uma ordem que obriga várias instituições e empresas a usarem os serviços de correio eletrónico nacionais, no lugar de serviços internacionais como o Gmail, o Hotmail ou o Yahoo Mail.

A ordem emitida pelo Ministério das Telecomunicações daquele país abrange universidades, bancos e seguradoras e operadoras de telefone, cita a imprensa internacional, que também estão proibidas de alojar os seus sites em empresas estrangeiras.

Desta forma, as instituições mencionadas e os seus respetivos utilizadores e clientes só poderão usar serviços terminados em gov.ir, iran.ir, post.ir ou chmail.ir.

Recorde-se que o regime iraniano tem em desenvolvimento uma espécie de “internet própria” desde há algum tempo, confirmada em março pelo ministro iraniano das Comunicações.

A decisão de criar uma rede alternativa, criada com recursos e software local, é justificada, segundo o regime, pela necessidade de criar um sistema mais seguro para a troca de dados eletrónicos do que a Internet.

As organizações mundiais de defesa dos direitos humanos encaram o assunto de forma diferente, considerando que esta é, claramente, mais uma tentativa de controlo da população por parte do governo iraniano.

Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

Patrícia Calé

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