Um oficial militar iraniano afirmou ontem que o país está a ser vítima de um novo ataque informático dirigido aos seus sistemas centrais, reacendendo a discussão sobre uma campanha internacional contra o seu programa de energia nuclear.

Depois da polémica gerada pelo Stuxnet, o ano passado, os especialistas em segurança informática do país afirmam agora ter identificado um novo worm concebido para sabotar os seus sistemas.

O responsável pelo departamento iraniano de cibersegurança, Gholam-Reza Jalali, afirmou tratar-se de um "vírus de espionagem", mas não avançou muitos detalhes sobre a ameaça - a que chamaram "Stars".

Trata-se de um novo vírus que imita arquivos de computador do governo e é difícil de combater em fases iniciais, apurou a equipa. "Numa fase inicial, provoca poucos danos e pode ser confundido com ficheiros executáveis de instituições governamentais", disse o responsável, citado pela imprensa internacional.

Gholam-Reza Jalali acrescentou que a situação está a ser investigada e que o país precisa de dar resposta a este tipo de ataques, sem especificar quando foi detectado, pela primeira vez o worm, ou quais os equipamentos visados pelo ataque.

A Symantec - que em Novembro publicou um estudo sobre o Stuxnet afirmando que o worm tinha, efectivamente, sido desenvolvido para atacar equipamentos como os usados pelo Irão no enriquecimento de urânio - foi contactada pela Computerworld, mas afirmou não ter ainda identificado a referida ameaça.

Sem uma amostra do novo worm é impossível confirmar o que alegam as autoridades iranianas, disse um dos especialistas da empresa de segurança. Kevin Haley explicou que normalmente as companhias de segurança partilham amostras, mas neste caso ainda nenhuma empresa tinha reportado ter amostras da referida ameaça.

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