A justiça britânica negou o pedido de extradição dos Estados Unidos em relação ao fundador do Wikileaks, Julian Assange. Vanessa Baraitser, a juíza responsável pelo processo, decidiu recusar o pedido porque defende que seria provável que Assange cometesse suicídio se fosse enviado para os EUA, onde provavelmente será mantido em condições de isolamento. Ainda assim, a decisão é suscetível de recurso.

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Acusado de espionagem, o australiano de 49 anos teve conhecimento desta sentença esta segunda-feira, tal como já estava previsto. Julian Assange divulgou desde 2010 mais de 700 mil documentos confidenciais sobre atividades militares e diplomáticas norte-americanas, principalmente no Iraque e no Afeganistão.

O fundador do Wikileaks é acusado pelos Estados Unidos de cerca de duas dezenas de crimes, incluindo espionagem e divulgação de documentos diplomáticos e militares confidenciais. Julian Assange arrisca-se até 175 anos de prisão, caso venha a ser declarado culpado.

Uma história que remonta a 2010

Corria o ano de 2010 quando o nome de Julian Assange começou a fazer capas de jornais. O australiano, responsável pelo WikiLeaks, publicou a 25 de julho desse ano mais de 90.000 documentos confidenciais sobre a guerra no Afeganistão que comprovavam a tortura e morte de milhares de civis em incidentes não relatados publicamente.

Julian Assange foi preso em Londres em abril de 2019, depois de sete anos a viver na embaixada equatoriana, onde se refugiou após violar as condições da sua liberdade condicional por receio de ser extraditado para os Estados Unidos.

Entretanto, o especialista das Nações Unidas sobre temas relacionados com tortura, Niels Melzer, enviou na terça-feira passada uma carta aberta ao Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pedindo-lhe para perdoar o fundador do Wikileaks e defendendo que Julian Assange não é um “inimigo do povo norte-americano”.

Segundo o especialista da ONU, Julian Assange não pirateou nem roubou nenhuma das informações que publicou, tendo-as obtido “de fontes e documentos genuínos, da mesma forma que qualquer outro jornalista de investigação sério e independente” faria. “Processar Assange por publicar informações verdadeiras sobre condutas oficiais graves, seja na América ou noutro país, constitui aquilo que se chama 'matar o mensageiro'”, afirmou.

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