Mais de metade da população portuguesa não tem as competências básicas para a utilização de um computador, indicam os dados de uma análise do Eurostat, hoje divulgados. Portugal fica no fundo da lista da Europa dos 25 a nível de literacia digital, a par com o Chipre, sendo seguida apenas pela Hungria, Itália e Grécia que se encontram em pior posição.

O relatório não é favorável para a maioria dos países europeus, indicando que, em média, mais de um terço da população da Europa dos 25 não possui experiência básica no uso do computador. O inquérito foi realizado a cidadãos com idades compreendidas entre os 16 e os 74 anos e demonstra que permanecem grandes assimetrias entre diferentes grupos etários e níveis de educação.

O gabinete de estatística da União Europeia indica como campeões da literacia digital a Dinamarca, onde apenas 10 por cento da população não tem competências digitais, seguindo-se a Suécia com 11 por cento e o Luxemburgo com 20 por cento. A Alemanha e o Reino Unido encontram-se a meio da tabela, com 21 e 25 por cento, respectivamente, mas o inquérito deixou de fora países como a França, Espanha e Bélgica, embora cubra mais de 60 por cento da população da União Europeia.

Entre as competências básicas referidas nesta análise do Eurostat contam-se a utilização do rato para lançar programas como o browser de Internet ou o processador de texto, a cópia ou movimento de um ficheiro ou pasta; a utilização da ferramenta de cópia/cola para duplicar informação; uso de uma fórmula aritmética básica numa folha de cálculo; a compressão de ficheiros e a escrita de um programa de computador usado uma linguagem básica de programação. As pessoas que não conseguiam cumprir nenhuma das seis tarefas foram classificadas como não tendo competências básicas, enquanto que as que cumpriam uma a duas referidas como tendo uma literacia baixa.

A diferença de competências entre os grupos etários é a mais notória, com 65 por cento dos cidadão com mais de 55 e menos de 74 anos a revelarem não ter competências básicas, enquanto no grupo dos 16 aos 24 anos essa percentagem é de apenas 10 pontos. Os desempregados são também uma faixa de info-escluídos, com 39 por cento a revelarem não ter experiência com computadores, na média europeia.

O nível de educação é também um factor diferenciador, mas pela positiva, baixando os níveis de ileteracia digital à medida que sobe a formação académica. Na Europa dos 25 apenas 11 por cento da população com educação superior não tinha formação em informática, enquanto 41 por cento refere ter um domínio elevado das ferramentas.

Curiosamente Portugal aparece relativamente bem colocado quanto aos níveis de competência digital mais elevados, com 21 por cento da população a conseguir realizar mais de 5 das tarefas exigidas. O número está muito próximo da média europeia, que é de 22 por cento, e catapulta Portugal para o décimo lugar.

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