A Google continua em campanha para impedir que as propostas dos Artigos 11 e 13 dos direitos de autor sejam aprovados na União Europeia, pois a forma como estão atualmente propostos, colocam em risco a viabilidade de diferentes serviços. Exemplo disso é o impacto que o Artigo 13 terá no YouTube, caso seja aprovado, o que impedirá que muitos dos conteúdos atuais se mantenham na plataforma por violar os direitos de autor. Neste caso, as plataformas que alojam os conteúdos com copyright passam a ser responsabilizados para o pagamento de multas.

Já o Google News é afetado pelo Artigo 11, que propõe uma taxa a empresas como a Google, caso disponibilize links de reportagens e notícias produzidas por publicações reconhecidas. A proposta de lei pretende compensar novas editoras que tenham fracas receitas online, sendo muitas delas oriundas da publicidade gerada pelo sistema da Google.

Como o Google News funciona como um agregador de notícias de diversas fontes, com a normativa em vigor passará a pagar valores aos respetivos autores por cada link publicado na plataforma. E nesse sentido poderá fechar portas nos países da União Europeia que aprovem o Artigo 11. Richard Gingras, vice-presidente do News, referiu ao The Guardian que prefere esperar o documento final para tomar uma posição, mas salientou que o Google News é um dos poucos projetos da empresa sem fins lucrativos, destacando o seu papel filantrópico na sociedade.

A publicação refere que em 2014, a Espanha implementou uma medida semelhante de taxação de links que afetou os serviços de indexação da Google, levando a empresa a fechar o Google News no país. Mas segundo consta, esta medida originou uma quebra acentuada de tráfego para as publicações, em cerca de 6% em média e algumas perderam até 14%, com grande impacto nas receitas de publicidade.

Para além do Google News, outros serviços agregadores estão em risco, tais como o Rotten Tomatoes, o Metacritic e o NewsNow, sites que pequenas publicações dependem do tráfego gerado pelos serviços.

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