Ao longo da semana que ficou marcada pelo assalto ao Capitólio e perante a resposta de Donald Trump ao incidente, foram várias as plataformas online que decidiram tomar medidas mais “apertadas” em relação às contas do presidente cessante.

Depois do Twitter ter banido permanentemente a conta de Donald Trump logo a 8 de janeiro, o Snapchat decidiu tomar a mesma decisão, fechando-a, no entanto, a partir do próximo dia 20, data em que Joe Biden tomará posse como novo presidente dos Estados Unidos.

A rede social já tinha bloqueado a conta na semana passada, no rescaldo do incidente que provocou a morte de pelo menos 5 pessoas e que suspendeu temporariamente a retificação da vitória de Joe Biden. Agora, em comunicado à imprensa internacional, um porta-voz do Snapchat explicou que a empresa esteve a analisar novamente a situação, tentando perceber o seu impacto a longo prazo na comunidade de utilizadores.

“Zelando pelo interesse da segurança do público e tendo por base as suas [Donald Trump] tentativas de disseminação de informação falsa, discurso de ódio e de apelo à violência, as quais são claras violações das nossas políticas, decidimos banir permanentemente a sua conta”, detalha a empresa.

De acordo com fontes a que o website Axios teve acesso, a conta do presidente cessante tinha vindo a quebrar as regras do Snapchat no que toca a desinformação e glorificação de atos violentos nos últimos meses. Depois de cada incidente, a equipa da rede social removia imediatamente o conteúdo em questão antes que conseguisse ganhar visibilidade entre os utilizadores.

Ainda em junho do ano passado, pela altura dos protestos de contestação contra a atuação do governo norte-americano face à brutalidade policial no país, o Snapchat já tinha começado a limitar a visibilidade da conta de Donald Trump.

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O Snapchat tinha indicado que, embora mantivesse a conta intacta, a secção Discovery da aplicação deixaria de promover todas as publicações ou conteúdos criados por ela. “Não ampliaremos as vozes que incitam à violência e injustiça raciais, oferecendo-lhes promoção gratuita”, sublinhou a empresa.

Em resposta, Brad Parscale, gestor da campanha de Donald Trump, acusou a Snap de tentar influenciar as eleições presidenciais deste ano de forma a “promover Joe Biden e suprimir o Presidente”. O gestor referiu-se a Evan Spiegel como o “CEO radical do Snapchat”, acusando-o de usar a plataforma para “promover vídeos de motins da extrema esquerda e encorajar os utilizadores a destruir os Estados Unidos”.

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