Nos últimos anos a IFA não tem parado de crescer e o espaço de exposição em Berlim já é pequeno para tudo o que cabe dentro daquela que já é, assumidamente, a maior feira europeia de eletrónica de consumo e uma das maiores do mundo, disputando o titulo com a norte americana CES, que se realiza em Las Vegas no início do ano.

“O sol tem brilhado no nosso sector e a IFA quer manter o sol a brilhar”, afirmou Christian Göke, CEO da Messe Berlim durante a IFA Global Press Conference, explicando que “2017 foi um ano record”, somando mais de 252 mil visitas, 1.800 mil expositores e uma receita estimada de 5,8 mil milhões de euros. “A dimensão destes números é impressionante. A IFA agora cobre todo o mundo e estamos a tentar fazer o melhor uso desta cobertura”, explicou.

Há quatro anos a construção do Cube deu à feira um espaço de exposição adicional, e em 2016 a separação da área dedicada ao B2B na IFA Global Markets. Em 2017 o foco foi colocado na IFA Next, uma área dedicada à inovação, e uma reorganização global, mas a ambição da organização é continuar a crescer, senão em área mas em qualidade, e adicionando novos sectores. Em 2018 a conquista é no mercado automóvel, onde a Messe Berlim estabeleceu uma parceria com o Geneva International Motor Show para uma nova conferência bianual, o Shift Automotive.

A integração de cada vez mais tecnologia nos automóveis é uma realidade incontornável, e algumas feiras, como a CES, são cada vez mais dominadas por esta indústria, mas a IFA que manter o espaço para as soluções de tecnologia e o mercado da eletrónica, e acredita que os dois dias de feira, no final da IFA, são uma forma inteligentes de integrar as duas áreas, explica Jens Heithecker, IFA Executive Director.

“A co-inovação e a competição criativa são um fator de desenvolvimento desta época, e todas as indústrias contribuem para se inspirar umas às outras. E a IFA é um local onde isso acontece”, adiantou o CEO da Messe Berlim, admitindo que o objetivo é propiciar aos visitantes e expositores o momento de “serendipity” que cria novas ideias e traz novas experiências. “Isso não acontece à distância nem em ligações digitais. As reuniões cara a cara são a melhor rede social. É quando se fazem os negócios”, sublinhou, adiantando que os cálculos feitos permitem adiantar que nos cinco dias de feira na IFA acontecem 10 milhões de encontros cara a cara. “Se apenas 1% influenciarem um negócio, são 10 mil negócios transformados com a IFA. E é assim que a feira influencia o sector e está mais perto de ver o coração da inovação a bater”.

Explorar novos mercados

Para além da localização em Berlim que continua a ser o centro da IFA na Europa, a Messe Berlim estende também a influência da feira a Genebra, onde se realiza a segunda parte do Shift Automotive em Março de cada ano. A IFA já tinha partido à conquista da China com a CE China, que deu os primeiros passos em 2016 e que nas próximas semanas terá a sua terceira edição.

E agora será o mercado norte americano, onde a estratégia é “radicalmente diferente”, como explica Christian Göke. “Estamos a trabalhar com a CEWEEK em Nova Iorque para uma experiência diferente. Queremos fazer a diferença com um novo ´fresh look´ das marcas. […] Não é o tamanho que interessa, é a qualidade, a estrutura e a organização”, sublinha, referindo-se à eterna rival CES sobre a qual foi fazendo vários comentários relativos à dispersão das exposições e conferências por vários hotéis de Las Vegas.

O mercado da administração pública está também na mira da Messe Berlim que vai lançar uma nova exposição em novembro, dedicada aos governos e organizações governamentais, a Smart Country Convention. “Este é o maior mercado tecnológico do mundo e não está a ser coberto por nenhuma exposição”, afirma o CEO da Messe Berlim.

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