O ministro sugeriu que as grandes empresas tecnológicas sejam submetidas a um imposto mínimo global. Scholz explica que esta seria uma forma de as taxar em todos os países em que geram receitas, em vez de essa tributação ser feita apenas nos territórios onde têm sede. De acordo com o The Telegraph, o ministro esclareceu que a aplicação deste imposto significaria que "nenhum país poderia aplicar uma taxa inferior ao estabelecido". "Precisamos de mecanismos coordenados para prevenir a deslocação de receitas para paraísos fiscais", concluiu.

Na Europa, empresas como a Google, Apple, Facebook e Amazon têm preferido sediar-se em países como a Irlanda e Luxemburgo, onde os impostos aplicados aos rendimentos das empresas são mais reduzidos.

UE prepara novos impostos a pensar nas receitas das grandes tecnológicas
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Esta tomada de posição surge numa altura em que a União Europeia está a considerar a aplicação de uma taxa comunitária. O plano consiste em criar um imposto de 3%, que será aplicado a todas as tecnológicas com receitas globais superiores a 750 milhões de euros, e acima dos 50 milhões de euros dentro da UE. O assunto vai ser debatido em sede parlamentar.

Note, no entanto, que este imposto poderá ser temporário, uma vez que existem vários países interessados em alcançar um acordo mais abrangente, tal como propõe Olaf Scholz. Neste sentido, a França vai propor uma cláusula que dite o fim deste "imposto digital" quando existir uma estratégia global definida.

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