A Comissão Europeia acusou formalmente a Intel de utilizar práticas ilegais para concorrer com a sua rival AMD, depois de vários anos de investigação sobre os métodos empresariais da líder de mercado actual.



Bruxelas indica que a Intel infringiu as regras do Tratado da União Europeia e turou partido da sua posição dominante no mercado para manter a liderança.



A CE revela que foram violados três princípios básicos da concorrência. Um deles relaciona-se com a prática de descontos substanciais a diversos fabricantes de equipamentos para que estes comprem os seus CPUs.



A Intel é também acusada de pagar para induzir os fabricantes a atrasarem ou cancelarem a produção de equipamentos com processadores AMD. A venda de CPUs a preços demasiado baixos para a média é outro dos factores que levam a CE a acusar a empresa norte-americana.



No entender de Bruxelas, cada um dos pontos de acusação combinam-se entre si e reflectem "um abuso de posição dominante".



A Intel conta agora com 10 semanas para responder às acusações da CE, podendo marcar uma audiência presencial para o efeito, escreve a Reuters.



Caso se confirmem as opiniões preliminares, a Comissão pode pedir à Intel a alteração de condutas e impor-lhe o pagamento de uma multa que pode ir até 10 por cento do total de rendimentos anuais da empresa.



A Intel e a AMD são ambas responsáveis pelo fabrico de microprocessadores utilizados em computadores com sistema operativo Windows. Porém a Intel domina o mercado já que possui uma quota de 80 por cento do sector.




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