A Inforpor/Expotelecom passará a partir deste ano a chamar-se COMTEC. A organização do evento mantém-se da responsabilidade da Certame e da Expolíder, mas passará a abranger as áreas de Imaging e Fotimag Digital, para além das tradicionais tecnologias e telecomunicações, conforme refere o convite para a apresentação oficial do novo formato. Segundo o apurado pelo Tek, as alterações estendem-se também ao formato do evento, que aposta em aumentar o peso das iniciativas dirigidas aos profissionais - com a realização de workshops e mesas redondas - e adianta calendário decorrendo entre quarta e sábado (20 a 23 de Outubro).



Em 2003 a feira reuniu pela primeira vez os dois sectores - que durante mais de dez anos realizaram eventos separados - numa tentativa de criar maior impacto e aumentar a representatividade no mercado. Nos últimos anos ambas as feiras vinham sendo penalizadas com a crise do sector e a menor disponibilidade por parte das empresas para participar em eventos deste tipo. Em 2002 a Expotelecom acabou mesmo por não se realizar, para no ano seguinte as empresas organizadoras optarem por unir esforços.



Na apresentação da edição de 2003 um dos responsáveis da Expolider afirmava que o sucesso da opção em juntar as duas feiras só poderia ser medido ao longo do ano seguinte. Ao que parece, e embora não tenha sido possível falar com nenhuma das empresas organizadoras, a opção de juntar as duas iniciativas não terá sido receita suficiente para garantir o sucesso daquela que é a maior feira de tecnologias do país.



Um dos parceiros da edição do ano anterior da feira foi a ASSOFT, que promoveu o evento junto dos seus associados. Manuel Cerqueira, presidente da associação prefere não falar em desilusão, mas admite que alguns dos aspectos testados no modelo Inforpor/Expotelecom deveriam ter sido avaliados de outra forma e exemplifica dizendo que se optou por dar grande representatividade a algumas entidades, que assumiram esse compromisso, e depois não corresponderam ou simplesmente não apareceram.



A ASSOFT não decidiu ainda se renova o apoio dado ao certame no ano passado, mas as probabilidades do o fazer são elevadas. "Recebemos a proposta há poucos dias e teremos de consultar os associadas antes de tomar uma decisão", esclarece Manuel Cerqueira. Sobre o novo modelo, o presidente da associação considera que pode resultar, beneficiando do factor curiosidade e do esforço de profissionalização que está a ser feito.



Manuel Cerqueira considera ainda essencial que o esforço de promoção do evento, condição essencial para o seu sucesso, passe mais pelas empresas que nele participam, o que nem sempre acontece, nota.



Ao nível das empresas, a Primavera Software é uma presença assídua na feira. Satisfeita com os resultados anteriores a tecnológica nacional planeia já a participação para este ano.



Hernâni Andrés, responsável da empresa para esta área diz que "o balanço da presença na Inforpor tem sido positivo, mesmo nos últimos anos, em que se tem registado um decréscimo de visitantes". No que respeita às alterações introduzidas na edição deste ano considera que "o esforço de maior abrangência pode resultar num maior dinamismo do certame, ainda que, no caso específico do software de gestão, estes novos targets podem não ser coincidentes com o nosso".



A Porto Editora, outra presença regular, não tem ainda informação sobre as alterações pensadas para a edição deste ano da feira, pelo que não comenta. Faz, no entanto, um balanço positivo das participações anteriores, embora não saiba se estará no evento este ano.



"Apesar das coisas nos terem corrido bem, a verdade é que estamos a ponderar seriamente a nossa participação na edição deste ano. Isto porque ficámos com a nítida impressão que o certame não estava a conseguir atrair o número de visitantes, e até de participantes, que julgamos fundamental em eventos deste género. Por isso, neste momento, vamos aguardar para ver que novidades a organização está a preparar", explica Paulo Gonçalves responsável de comunicação do grupo.



A Microsoft Portugal está no momento a definir os moldes da sua participação na edição deste ano da feira, embora vá já avançando que lhe agradam as alterações propostas pela organização para este ano e que as experiências de anos anteriores foram sempre positivas.



"A ideia parece-nos à partida bastante interessante, tendo em conta que são áreas que cada vez mais se tocam, existindo inclusivamente uma oferta cada vez maior do tecido empresarial de serviços e soluções abrangentes", explica Rodolfo Oliveira, responsável de comunicação da empresa. Segundo a mesma fonte "a junção das várias feiras resultará também na junção de vários públicos, quer em termos de expositores, quer em termos de visitantes o que será decerto interessante para todos os participantes".



Para a Microsoft "uma feira é um local que não deve ser só uma mostra de produtos, mas cada vez mais um espaço de discussão dos temas actuais de interesse para o sector, através de debates e actividades paralelas", pelo que alterações neste sentido são vistas com bons olhos.



A Inforpor/Expotelecom 2003 ocupou um espaço inferior ao do ano anterior com 17 mil metros quadrados, contra os 20 mil metros quadrados ocupados no ano anterior pela Inforpor. As empresas participantes espalharam-se por 183 expositores, quase duas dezenas a menos do que na edição anterior.




Nota de Redacção: [17:45:00]
A notícia foi actualizada com declarações da Porto Editora.

24-05-2004 [10:28:00] A notícia foi novamente actualizada com declarações da Microsoft.


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