A prestação oficial de contas da SonaeCom ao mercado, apresentada ontem depois do fecho oficial da Bolsa de Valores, mostra um crescimento do volume de negócios consolidado da empresa do grupo Sonae no terceiro trimestre deste ano, atingindo os 210,5 milhões de euros. A empresa refere em comunicado que para este crescimento foram importantes os aumentos de volume de negócios do Público em 9 por cento e da Optimus em 4 por cento, sendo a empresa de comunicações móveis a que mais contribuiu para o volume de negócios consolidado da SonaeCom.




A SonaeCom melhorou também os seus resultados líquidos, que mantém valores negativos. A empresa regista agora 22,8 milhões de euros negativos numa melhoria de 25% dos resultados líquidos antes de impostos e de itens extraordinários (EBT antes de extraordinários).



Em comunicado, Paulo Azevedo, Presidente da Comissão Executiva da empresa, afirma-se satisfeito com os resultados alcançados, explicando que as "empresas deram rapidamente resposta aos desafios e estão a aumentar continuamente as margens de serviço e a melhorar os sistemas operativos, assim como a diminuir as bases de custos".



A Administração mantém a confiança de que no ano de 2002 serão atingidos os objectivos financeiros consolidados estimados, estando previsto um crescimento do Volume de Negócios na ordem dos 7,5% e um acréscimo mais de quatro vezes superior do EBITDA Ajustado.



Entre os pontos destacados em relação às empresas que constituem a sub-holding SonaeCom, o comunicado indica o crescimento das receitas da Optimus, com as receitas de clientes a crescer 6,4 por cento e a factura mensal por utilizador a aumentar 4,3%. Os serviços de dados foram já responsáveis por 9,8 por cento das receitas de clientes neste trimestre, crescendo 2 por cento em relação ao período anterior.



No total foram angariados 63 mil novos clientes na Optimus, que totalizava no final do trimestre 2.063 mil assinantes.



Por seu lado, a Novis reduziu o número de clientes contabilizados face à introdução de um "programa de "dunning" rigoroso para reduzir o nível de clientes registados que conferem baixas receitas", refere a empresa. Desta forma foram reduzidos cerca de 15 mil clientes, principalmente no mercado residencial e SOHO. O número de acessos directos instalados no final do período aumentou, porém, 15 por cento face ao trimestre anterior, atingindo os 1.866.



Em relação ao Clix, Público, Enabler e WeDo, o comunicado da SonaeCom refere que foram alcançados resultados acima das expectativas. O serviço ClixTurbo - a oferta de banda larga ADSL - registava no final de Setembro 1.600 subscritores, o que foi compensado pela redução do número de minutos utilizado nos acessos de "banda estreita" para 425 milhões de minutos, apesar do número de subscritores no dial-up ter crescido para 236 mil, mais 4 mil do que os registados no trimestre anterior.



No Público foi contabilizado um crescimento de 9 por cento no volume de negócios, com o jornal a alcançar níveis recorde de circulação. A circulação média diária paga do jornal andou à roda dos 60 mil jornais, o que compensa o impacto negativo da recessão do mercado publicitário. Este crescimento de circulação média é atribuído à campanha promocional da colecção de livros "Mil Folhas".



O comunicado das contas do terceiro trimestre dedica ainda uma nota a "Questões regulamentares", sendo referido que "passados alguns meses sobre a tomada de posse do Conselho de Administração da ANACOM, existe já um desapontamento expresso publicamente pelos operadores alternativos". O mesmo comunicado afirma que "não foram tomadas quaisquer medidas que representem progressos satisfatórios em matéria de liberalização, particularmente nos domínios da oferta desagregada do lacete local, da portabilidade do número e da oferta grossista de ADSL".



Ao mesmo tempo, a SonaeCom refere que foram tomadas "medidas altamente lesivas do negócio dos operadores de rede fixa, nomeadamente em matéria de preçário de circuitos". Como conclusão adianta-se que "a ANACOM tem permanecido absorvida quase integralmente pela tarefa de pressionar a entrada de um Operador Móvel Virtual GSM no mercado português, apesar de tal operador dispor unicamente de uma licença de UMTS, o que se afigura absolutamente contrário ao espírito e à letra do actual enquadramento regulamentar".

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