O impacto da recessão no sector das TI será menor em Portugal do que nos restantes mercados europeus, nomeadamente no sector da segurança informática. As previsões foram apresentadas esta quinta-feira por Eric Domage, da IDC França, no evento ICT Security, que decorre em Lisboa.

Mesmo com a crise económica, 50 por cento das empresas que actuam em Portugal pretendem intensificar os seus investimentos em segurança informática durante este ano, segundo o estudo "Segurança de TI - Sondagem e previsões, 2007-2012". A mesma análise mostra que 17 por cento das organizações gastam em segurança mais de 10 por cento do orçamento reservado às tecnologias da informação.

A tendência de crescimento de investimento em segurança informática regista-se a nível global, e nomeadamente na Europa, segundo a IDC, prevendo-se antes uma desaceleração no rimo de crescimento. "Vamos assistir a um abrandamento do investimento, e não a crescimentos negativos", fez questão de salientar Eric Domage.

Portugal ficará "quase a salvo" do impacto da crise global que atingirá o sector das TI, na opinião do responsável da IDC. "A sentir-se, o prejuízo verificar-se-á mais ao nível do software", referiu à margem do evento ao TeK.

Entre os aspectos que justificam as previsões está a falta de maturidade do mercado português, onde os serviços para a área da segurança ainda têm ainda muito para crescer, e o facto de o Governo estar a investir acentuadamente neste sector.

Tendências e desafios anunciados

Em 2009 o shift to services ganhará consistência no mercado da segurança informática, tal como a virtualização, atractiva em momentos de crise pela redução de custos que pode proporcionar, mas que por sua vez pode adicionar novas questões de segurança às já existentes.

"A virtualização tem de ser muito bem equacionada, e não deve ser feita por todas as empresas", aconselha Eric Domage.

A regulação e o surgimento de novos vírus apresentam-se como desafios aos responsáveis pela segurança informática numa empresa, mas a verdadeira ameaça residirá no utilizador. "O utilizador será a principal ameaça à segurança das empresas, particularmente os 'executivos': porque podem fazer aquilo que quiserem, tendo acesso a mais informação".

No seguimento da sua teoria, o consultor da IDC alerta também para o possível surgimento de uma nova geração de hackers: a dos ex-funcionários frustrados com o seu despedimento.

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