Esta quarta-feira, o Departamento de Defesa dos Estados Unidos publicou uma lista de empresas chinesas a operar em solo americano, acusadas de ligações com o exército chinês. A lista, que foi revelada publicamente pela primeira vez, inclui empresas como a Huawei, a Hangzhou Hikvision, China Railway Construction Corporation, e a China Telecommunications Corporation, entre outras empresas ligadas ao sector da construção naval, telecomunicações, aeroespacial e até energia nuclear.

A lista visa identificar empresas comerciais a operar nos Estados Unidos com ligação ao exército militar comunista chinês ou que seja controlado pela Exército de Libertação Popular, incluídas na Lei de Defesa Nacional de 1999. Essa lei dá ao presidente dos Estados Unidos a autoridade de impor sanções contra as empresas listadas, sob a justificação das mesmas possuírem tecnologia que coloca o território em perigo ou que sirvam de porta de entrada para espionagem do governo chinês.

Segundo o Financial Times, o Congresso americano não é requerido para atuar sobre a lista, mas esta vai influenciar as autorizações do fundo de investimento nas empresas chinesas que foram listadas. O governo americano acusa a China de "tentar disfarçar as linhas que separam os sectores civis e militares", e esta lista serve para ajudar tanto o governo, como o sector privado e academia a tomarem ação, à medida que o Pentágono vai adicionando mais nomes.

Ainda em maio, o Departamento do Comércio dos Estados Unidos anunciou que vai adicionar 33 empresas e organizações chinesas à lista negra de entidades que não podem fazer negócios com os Estados Unidos e onde a Huawei passou a constar em maio de 2019. Em causa, garante, estão questões como "violações dos direitos humanos" e "atividades contrárias aos interesses de segurança nacional ou de política externa dos Estados Unidos".

Recentemente, o executivo americano introduziu novas regras que impedem a Huawei e os seus fornecedores de utilizarem tecnologia e software americano, com efeitos a partir de setembro. É referido que as empresas podem requisitar licenças para continuar a fornecer os produtos, mas o mais provável é estas serem negadas a partir da nova data.

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