Dois investigadores da Samsung Display foram detidos e acusados de espionagem industrial pela empresa. De acordo com o que é relatado pela imprensa internacional, o par vai ser julgado por ter cedido informações sobre a tecnologia OLED, propriedade da gigante sul-coreana, a uma empresa chinesa.

A identidade dos acusados, de 37 e 46 anos, não foi revelada. Sabe-se, contudo, que uma terceira pessoa foi detida. Esta última, de 42 anos, era diretora de produção de equipamentos de uma fabricante com que a Samsung trabalhou no passado.

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Alegadamente, os dois investigadores abordaram a fabricante para que esta desenvolvesse um protótipo com a tecnologia "roubada", com o intuito de o passar, depois, para as mãos da empresa chinesa. O aparelho foi cedido juntamente com detalhes de um processo de produção, testado pela Samsung Display entre novembro de 2019 e maio de 2020.

No âmbito do caso, as autoridades estão também a interrogar executivos da empresa chinesa que terá recebido as informações roubadas. Segundo escreve o AsiaTime, um outro investigador, que trabalhava para a Samsung Display, mudou-se recentemente para esta tecnológica chinesa.

Recorde-se que, em 2018, o estado sul-coreano acusou 11 pessoas de um crime semelhante.

A tecnologia em questão está relacionada com a utilização de um sistema de impressão a jato que, segundo a indústria, poderá ser o futuro desta - o sistema tem potencial para reduzir até 20% o custo de produção dos painéis OLED. Diz a imprensa sul-coreana que a Samsung terá investido cerca de 7,2 milhões de euros, ao longo dos últimos três anos, na pesquisa e desenvolvimento desta tecnologia. A produção em massa, com recurso a este sistema, deverá começar já em outubro, o que fará da gigante tecnológica a primeira a fazê-lo.

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