Na sequência das notícias vindas a público no decorrer das últimas semans sobre a situação financeira da KPNQwest N.V., a KPNQwest Portugal Telecomunicações veio hoje esclarecer que como entidade juridica autónoma encontra-se em perfeitas condições para continuar a assegurar os seus serviços perante os seus clientes.

David Antunes, Director geral da KPNQwest Portugal salienta "A KNQwest Portugal não abriu falência, encontra-se bem financeiramente. Somos uma entidade juridicamente autónoma, geramos cash flow suficiente para manter a nossa actividade em Portugal por isso o nosso negócio pode manter-se autonomamente".

Para assegurar a continuação de toda a conectividade internacional IP necessária "na sexta feira passada ligámo-nos a um fornecedor alternativo o que significa que os nossos clientes estão agora ligados à KPNQwest e a outro fornecedor. E estamos já a testar um outro fornecedor para o caso da rede da KPNQwest ir abaixo tendo negociado para o efeito com operadores internacionais que não dependem da KPN", explica o mesmo responsável acrescentando que "a rede nacional vai manter-se igual".

De acordo com David Antunes "mesmo que a situação se arraste nos tribunais nós temos cash flow para manter a nossa operacionalidade a médio prazo e mantendo o modelo de negócio e o portfólio de serviços actuais não prevemos grandes alterações para os próximos meses".

A KPNQwest Portugal está presente em Portugal desde 1990, na altura sob o nome da Eunet Portugal. "Será uma hipótese voltar a usar este nome mas só se houver necessidade disso", sublinha David Antunes acrescentando que "um MBO também será possível".

Na KPNQwest Portugal trabalham trinta e cinco pessoas, entre Lisboa e Porto, mas a empresa adianta que não vão dispensar nenhum funcionário ."A empresa será depois redimensionada conforme o futuro modelo de negócio", conclui.

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