Quando fogem dos seus países de origem, seja devido à guerra ou simplesmente à procura de melhores condições de vida, os refugiados nem sempre têm documentos de identificação que possam ser usados para garantir o seu acesso a serviços de educação e saúde, ou ao sistema financeiros. E é aqui que e Microsoft e a consultora Accenture querem ajudar, aplicando a sua tecnologia.

O projeto, revelado na conferência do consórcio ID2020 que promove a identificação legal de todas as pessoas do mundo, pretende permitir a identificação rápida e segura de cerca de mil milhões de pessoas e sete milhões de refugiados até 2020. Basta ter um smartphone e uma app.

"Ter uma identidade digital é um direito humano básico", explica diretor de serviços financeiros da Accenture, David Treat. "Sem identidade, as pessoas não têm acesso a educação, a serviços financeiros, a saúde. São privadas de direitos e marginalizados pela sociedade".

O objetivo é ajudar pessoas para que, na ausência de documentos oficiais, possam provar a sua identidade, permitindo-lhes o acesso a serviços básicos, como educação e cuidados de saúde.

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A nova plataforma de identificação digital vai ligar os sistemas de registros de entidades comerciais e públicas, permitindo que os seus utilizadores acedam às suas informações pessoais onde quer que estejam.

O protótipo foi desenvolvido a partir de uma plataforma já existente da Accenture, mas estão a ser convidadas outras empresas que possam juntar-se à iniciativa e acrescentar valor.

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Já em setembro de 2016, a Microsoft tinha desenvolvido, em conjunto com o Facebook e Twitter e outras 50 organizações, planos para ajudar os refugiados, entre os quais a utilização da plataforma de tecnologia educativa, Coursera, que vai disponibilizar mais de 1.000 cursos com selo de qualidade universitário a refugiados, para que possa ajudar na integração social e económica nos países que os recebem.

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