Apesar de ter apresentado resultados surpreendentes e acima do esperado pelos analistas, no último trimestre, a Nokia anunciou que as suas perspetivas para o ano iriam baixar. A empresa finlandesa decidiu mesmo suspender o pagamento dos dividendos (relativos ao terceiro e quarto trimestre de 2018), justificando o investimento necessário a fazer para combater a concorrência na corrida do 5G, que devido a atrasos na implementação têm atrasado as respetivas receitas.

Os investidores não gostaram das medidas e desinvestiram na Bolsa, levando a empresa a registar uma queda a pique que chegou aos 24,60%, e a valer 3,55 euros por ação. Segundo avança a Bloomberg, este valor corresponde aos mínimos de 30 de agosto de 2013, sendo a maior queda ocorrida num único dia desde 1991.

Apesar de ter obtido lucros nos 478 milhões de euros no terceiro trimestre (e faturação de 5,69 mil milhões de euros), a Nokia reduziu as estimativas para este ano e o próximo, projetando uma recuperação de receitas apenas em 2021. A sua margem operacional deverá situar-se nos 8,5% em 2019, baixando as expetativas iniciais de 9,3%. E para 2020, vai haver uma redução de 12,9% para 9,5%. A empresa espera retomar a entrega dos dividendos assim que aumente a sua liquidez para 2 mil milhões de euros, já que para 2019 estima acabar nos 1,5 mil milhões de euros.

O próprio CEO da Nokia, Rajeev Suri, refere que alguns dos riscos relativos ao 5G que a empresa antecipava acabaram mesmo por se concretizar, nomeadamente a competição dos preços, levando ao aumento do custo dos produtos. Para combater o elevado valor, a empresa planeia continuar a investir no 5G e mitigar os custos. Recentemente, a fabricante finlandesa declarou cerca de 2.000 patentes relacionadas com o 5G, de forma a contribuir para o processo de estandardização da quinta geração móvel.

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