A edição NFT do nono álbum de estúdio dos britânicos Muse vai ser a primeira do género a figurar nos tops de vendas do Reino Unido e da Austrália, anunciou a Official Charts Company (OCC). “Will of the People”, o mais recente trabalho dos Muse, que será lançado em 26 de agosto, vai ser vendido através da plataforma de Tokens Não Fungíveis (NFT, na sigla em inglês) Serenade, que vendeu os NFT oficiais dos Brit Awards por 10 libras cada (quase 12 euros), em fevereiro.

O formato é o primeiro a ser adicionado às tabelas oficiais desde as vendas de álbuns através das plataformas de stream, em 2015.

Ao contrário de outros NFT, adianta o jornal The Guardian, os compradores não vão precisar de possuir uma carteira de criptomoedas, embora possam utilizá-la se já foram detentores de uma existente, como a BitCoin ou a Ethereum.

Após efetuarem a compra no site online da Serenade, uma carteira digital será criada e o NFT transferido para essa mesma carteira.

A OCC tornou os álbuns NFT elegíveis para as tabelas de vendas há vários meses, mas o próximo lançamento dos Muse é o primeiro onde o fornecedor, neste caso, a Serenade, é aprovado como retalhista digital.

Em abril, a banda britânica de indie rock The Amazons lançou uma caixa digital NFT limitada a 100 cópias, associada à pré-encomenda do álbum How Will I Know if Heaven Will Find Me, previsto para setembro, mas a mesma foi vendida como parte de um pacote e não como um lançamento independente.

O álbum NFT dos Muse vai ser vendido por 20 libras cada unidade (perto de 24 euros) e será limitado globalmente a 1.000 cópias. Os compradores vão receber uma versão para download do álbum e os elementos da banda vão assinar digitalmente cada uma das cópias.

Tal como acontece com outros NFT, o comprador original poderá, depois, revender o álbum, com 15% do preço de revenda a reverter para a banda e restantes detentores de direitos, a Warner Music, pela gravação, e a Universal Music Publishing, pela composição.

No entanto, as revendas do álbum não contarão como uma venda “nova”, frisou Martin Talbot, diretor executivo da OCC. “Não existe absolutamente nenhum plano para mudar os princípios fundamentais [das tabelas de vendas] em que contabilizamos a venda de algo novo e comprado em primeiro lugar. Não contabilizamos as vendas a um segundo comprador”, garantiu.

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