Com o relógio a contar para o encerramento da edição de 2019, foi tempo de anunciar o vencedor do Pitch final, e de uma conversa com "a mulher mais poderosa do mundo da tecnologia", como foi anunciada pela organização. Margreth Westager já tinha respondido a questões na sala de imprensa e voltou a mostrar a mesma convicção e firmeza de convicções em palco.

Paddy Cosgrave agradeceu ainda a toda a organização e voluntários, mas também a Portugal e a Lisboa pelo acolhimento. E depois deu palco ao "fantástico Presidente de Portugal".

Antes mesmo do encerramento Marcelo Rebelo de Sousa recebeu aplausos dignos de uma estrela de rock, sublinhando que Lisboa e Portugal estão no centro de uma revolução digital. "Antecipámos aqui muitas das mudanças", lembrou, passando em revista os oradores das últimas edições, desde Al Gore a Guterres, passando por Stephen Hawking.

"Em 2016 falei de uma revolução silenciosa. Mas já não é uma revolução silenciosa e sim uma revolução barulhenta, com a mente aberta", afirmou. "Portugal mudou com o Web Summit  e o mundo mudou com o Web Summit", garantiu o Presidente da República, referindo que não temos medo de endereçar os assuntos, democraticamente.

Até 2028, "pelo menos", em Lisboa, o Web Summit está garantido, e o presidente agradece "em nome de todos os portugueses que vivem como heróis desta revolução digital".

Mais um ano e mais recordes batidos

Os números ainda não são finais, mas a organização já contabilizou mais de 70 mil participantes de 163 países, e mais de 2 mil startups que vieram a Lisboa à procura de uma oportunidade para fazer crescer as suas ideias e negócios. Já é o quarto ano em Lisboa e pode parecer um cliché, mas a maioria das pessoas com quem falámos continua a adorar a cidade e a mostrar um grande entusiasmo pela conferência, pelas conferências e o alinhamento de oradores que o Web Summit consegue reunir, mas também pelo Night Summit que tem sempre momentos inesquecíveis.

Este ano não houve um único tema que se destacasse, mas os debates foram mais politizados, sobretudo no palco central. A taxação das empresas tecnológicas, a privacidade e a cibersegurança, os riscos da inteligência artificial e dos robots estiveram em destaque numa conferência onde as soluções apresentadas pelas startups, muitas delas com propósitos que tentam resolver os desafios da humanidade através da tecnologia, têm tempo de antena em vários espaços. E onde não faltam também os patrocinadores, com exposição nos pavilhões e espaço em várias talks.

O vencedor do Pitch está selecionado, e houve sintonia entre a votação do público na aplicação e do júri, o que é um sinal de sintonia que nem sempre tem sido atingido

Olhar para o presente, mas também antecipar o futuro, é um dos motes do Web Summit, mesmo que nem todos os oradores o façam, por isso não faltaram também perspetivas de como vamos viver, comunicar, movimentar-nos e trabalhar em 2025. Porque já não falta assim tanto tempo.

Por muito grande que seja o entusiasmo, e até a capacidade de reconhecer a excelência da organização de Paddy Cosgrave e da sua equipa, não faltou também um "lado negro" do Web Summit que a equipa do SAPO TEK reportou, provocado pelo excesso de pessoas, mas também por alguma desvalorização do trabalho dos jornalistas que cobrem o evento e que precisam de ter condições para o fazer.

Agora ninguém quer sair do palco e centenas aglomeram-se en cima do palanque que recebeu os protagonistas das TIC, celebridades, políticos e investidores. No próximo ano há mais e a compra de bilhetes já está aberta. Nós já reservamos a presença como media!

O Web Summit visto pela equipa do SAPO TEK

O SAPO TEK acompanhou o Web Summit destacando os temas mais relevantes e as tendências mais relevantes.

Veja ainda a galeria de imagens que vamos recolhendo no nosso Diário do Web Summit.

Encontramo-nos no próximo ano?

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