Manuel Pinho, ministro da economia, negou hoje que o Plano Tecnológico tenha sido alvo de alterações significativas com a saída do coordenador José Tavares, que na passada semana se demitiu do cargo e adiantou que este será aprovado em Conselho de Ministros na próxima quinta feira e posteriormente apresentado em sessão pública.



O responsável frisou que a dinamização do documento é da responsabilidade do seu ministério, embora envolva também outros ministérios como o do Trabalho, Administração Interna, Ensino Superior e da Ciência ou da Justiça, cita a Lusa, referindo uma intervenção de Manuel Pinho na primeira conferência anual da Ordem dos Economistas.



De acordo com a mesma fonte, o Plano terá 3 eixos fundamentais, onde se incluem a "qualificação dos portugueses, a aproximação de Portugal das fronteiras da tecnologia e imprimir um novo impulso à inovação".



A data para aprovação do Plano Tecnológico é também hoje avançada pelo Público, que se antecipa ao ministro e acrescenta haver uma espécie de pacto de silêncio por parte das associações empresariais que foram chamadas a envolverem-se na operacionalização do Plano. O pacto tem como objectivo evitar que os dirigentes destes organismos partilhem publicamente posições sobre o assunto, até uma apresentação oficial do emblemático Plano.



O documento terá 370 páginas e uma síntese de 166 medidas que estarão agora a ser revistas e alteradas pelo novo coordenador da Unidade, Miguel de Freitas. Ainda segundo o Jornal, terá sido precisamente este documento, que se concretiza em medidas concretas, a principal fonte de discordância para o anterior coordenador da Unidade. José Tavares não terá concordado com um conjunto de medidas sugeridas por Manuel Pinho, mas que resultaram do feedeback recolhido junto do executivo.



Na sua versão anterior faziam parte deste leque de medidas a criação de um portal e de uma rede de lojas para a inovação; a criação de um passe inovação e via-verde para quem inova; criação de vales inovação para aquisição de serviços tecnológicos, entre outras.



Nas metas definem-se, por exemplo, objectivos como chegar aos 9,3 doutorados e aos 12 diplomados em C&T até 2010, por cada mil habitantes (contra os actuais 8,2 para ambos os casos), ou aumentar a despesa pública em I&D para 1 por cento do PIB, tendo em vista o mesmo período temporal.



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