A Qualcomm soube aproveitar muito bem a explosão do mercado dos dispositivos móveis e a estratégia da fabricante teve os seus resultados: equipa centenas de modelos de smartphones e os seus chips são quase sempre escolhidos para alimentar os melhores smartphones do mercado. Nem Nvidia, nem Intel - a Qualcomm leva vantagem neste ponto de vista.

Mas a Comissão Europeia questiona-se agora até que ponto é que este domínio foi conseguido de forma orgânica e natural ou se terá antes contado com a ajuda de algumas práticas anticoncorrenciais.

As causas para a investigação são duas: a Qualcomm ter oferecido incentivos financeiros aos clientes dos seus chips; e ter vendido alguns processadores 3G abaixo do preço de custo, algo que condicionaria a atividade da concorrência.

A Qualcomm já reagiu - citada pelo Engadget - dizendo que está desiludida com a decisão de investigação da CE, mas lembra que o caso não se trata de uma acusação formal e que estará disponível para colaborar com os responsáveis europeus.

“Continuamos a acreditar que as preocupações [da Comissão Europeia] não têm fundamento”, salientou a tecnológica.

Recorda-se que a Qualcomm chegou a acordo com as autoridades chinesas da concorrência, tendo pagado quase mil milhões de dólares, para evitar uma acusação formal de práticas anticoncorrenciais.

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