Após Mariana Vieira da Silva, Ministra da Presidência e da Modernização Administrativa, ter alertado para o número considerável de pessoas que se deslocam a espaços físicos para resolver determinados assuntos, quando o podiam fazer através dos serviços online, um estudo global revela que 31% dos cidadãos afirmam não utilizar ou não saber aceder às funcionalidades digitais disponibilizadas pelo Estado.

Levado a cabo pela Accenture, o estudo tinha como objetivo não só perceber quais são os níveis de participação dos cidadãos nos serviços digitais da Administração Pública e o estado da oferta dos mesmos, mas também compreender de que forma é que a população está a aceitar o uso de tecnologias à semelhança da Inteligência Artificial (IA) para fornecer o acesso a estas funcionalidades.

Embora a maioria da amostra de 5.000 participantes, oriunda de países como a Austrália, Alemanha, Singapura e Estados Unidos, se sinta satisfeita com a sua experiência nos serviços públicos digitais, a maioria dos entrevistados do estudo afirma que existe ainda espaço para melhorias. Por exemplo, mais de metade dos indivíduos que fizeram parte do estudo indica recorreria mais frequentemente a estas funcionalidades se pudesse aceder a mais do que um serviço governamental num só portal, se fosse utilizada IA não só para facilitar a oferta de serviços online 24 horas por dia, mas também para e proteger os seus dados e impedir ciberataques.

Para além disso, 56% dos participantes afirmou que teria mais confiança no Estado se este conseguisse comunicar de uma forma melhor o impacto da implementação de novas tecnologias na vida da população. Tal como afirma José Guita, responsável pela área de Administração Pública da Accenture em Portugal, em comunicado à imprensa, as tecnologias digitais são mais do que uma forma de simplificar processos, pois estes podem ser utilizados para melhorar a vida dos cidadãos, construindo uma “relação de confiança com os cidadãos e as empresas” e estimulando a “adesão aos serviços online”.

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