
A Samsung apresentou ontem o SIM - Movimento Pela Criatividade em Portugal. A iniciativa tem como objectivo apoiar a criação de projectos que aliem a criatividade à tecnologia e tenham potencial para serem viáveis do ponto de vista financeiro.
"Numa altura em que é cada vez mais importante o apoio aos projectos nacionais, acreditamos que a criatividade e o apoio às indústrias criativas, aliadas à tecnologia, são um importante motor para o desenvolvimento e futuro da economia nacional", afirmou Pedro Gândara, responsável de marketing empresarial da empresa em território nacional.
A fabricante propõe-se assim, "através de diversas parcerias", ajudar a "dinamizar iniciativas que aliam a criatividade e tecnologia, como forma de proporcionar uma experiência diferente aos diversos públicos", acrescentou o responsável.
A colocação de ferramentas tecnológicas ao dispor dos criadores, potenciando a utilização de novas linguagens, plataformas e interfaces foi uma das mais-valias destacadas por Guta Moura Guedes, responsável pela Experimenta Design e convidada a apoiar o Movimento.
A empresária realçou ainda a importância de não ser esquecida a viabilização económica dos projectos e de não dissociar a cultura e a criatividade da indústria e da economia, e da capacidade de gerar riqueza para o país.
Também a dupla de criadores nacionais Storytailors descreveu como pode ser difícil encontrar quem ajude a estruturar um projecto na altura de pôr as ideias em prática e a importância desta dimensão na evolução do mesmo.
Novas tecnologias e aplicações digitais, moda, arquitectura, artes performativas, cinema, televisão e rádio, artes visuais e design são algumas das áreas que se visa dinamizar no âmbito do SIM, cujo primeiro projecto concretizado foi mostrado ontem: a exposição "64-BITS" de André Sier.
As obras são criadas no local, através de informações provenientes do vento (32-Bits Wind Machine) e do movimento das pessoas (32-Bits Difference Machine).
A 32-Bits Difference Machine é uma peça interactiva composta por um computador, uma impressora e uma câmara de vídeo. A câmara capta o movimento da rua e do interior da galeria e os movimentos são interpretados pelo computador, que acciona uma "máquina de pintar", explica-se no comunicado à imprensa.
A Wind Machine é composta por um computador e um ecrã plasma instalados dentro da galeria e um sensor de vento no telhado do edifício, que recolhe informação que é transmitida ao computador para gerar uma imagem.
A exposição está patente por mais cinco semanas, na Galeria Who, no Bairro Alto (Lisboa), mas a empresa esclareceu que a ideia não é centralizar os projectos apoiados em Lisboa e Porto, procurando-se antes dar espaço a ideias provenientes de todo o país.
Os interessados em submeter projectos ou acompanhar as iniciativas em execução podem fazê-lo através do site do Movimento.
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