A empresa é um dos gigantes norte-americanos na mira de uma comissão do Senado, que tem vindo a analisar os balanços das grandes empresas locais e a investigar suspeitas de fuga aos impostos.



Na sequência da investigação, a Apple, como já aconteceu com outras tecnológicas, é suspeita de usar um conjunto de artifícios para evitar a entrada de dinheiro resultante da atividade internacional nos Estados Unidos e com isso evitar a aplicação de taxas elevadas.



A taxa aplicada nos Estados Unidos pelo repatriamento de lucros pode ascender a 35%, uma das mais elevadas do mundo. O valor raramente é pago na totalidade pelas empresas, que têm à disposição ferramentas que lhes permitem diminuir a ordem de grandeza da taxa.



No entanto, várias organizações são suspeitas de, ainda fora do país, usarem um conjunto de recursos para reinvestir ou aplicar capital, evitando que este entre no país. A Apple terá ido mais longe e não só não remeteu lucros para os Estados Unidos, como também não pagou por eles no país para onde os alocou, a Irlanda.



Os "esquemas" não são necessariamente ilegais, reconhecem os próprios autores do relatório. Contornam a lei para não o serem e tiram partido das diferenças entre o sistema fiscal americano e, neste caso, irlandês.



A Apple, que através do CEO Tim Cook responderá pelas acusações numa audiência no Senado, já desmentiu as acusações. A empresa garante que é uma das que mais impostos paga no país e assegura que quando não paga impostos nos Estados Unidos é porque já pagou no país onde angariou as receitas.



"A Apple reclama que é uma das entidades empresariais que mais paga impostos nos Estados Unidos, mas pela sua dimensão e escala estará também entre as entidades americanas que mais os evitam", resume um dos membros do comité, John McCain. Um dos membros do comité considerou mesmo a Apple como o Santo Graal da fuga aos impostos.



Os autores do relatório não desmentem que a empresa seja uma das que mais paga impostos nos EUA, mas garantem que a tecnológica recorre a um conjunto de entidades offshore para guardar dinheiro que assim não paga impostos em país nenhum.



O mesmo comité também já teve na mira empresas como a Microsoft ou a HP.

Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

Cristina A. Ferreira

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