A ideia era antiga e vinha sendo trabalhada pela equipa que formou a Webfuel há algum tempo, mas só há cerca de uma semana se transformou num produto comercial, no seguimento de uma beta que decorreu ao longo dos últimos dois meses.


A empresa lançou nessa altura o Airgile, uma ferramenta de gestão de projectos, disponibilizada num modelo de software-as-a-service, via browser. João Saleiro, CTO da Webfuel, assegura que o Airgile pode ainda não fazer a diferença relativamente à concorrência, em termos de novas funcionalidades, mas tem bons argumentos no que se refere à interface simples e intuitiva e à capacidade de resposta da plataforma que "é a mesma para 100 tarefas ou para 10 mil", exemplifica.


O projecto arranca com cerca de 150 contas, subscritas ainda durante a beta privada do produto, e está a ganhar uma média de cinco novas contas diárias. Os planos de subscrição são definidos por número de projectos e utilizadores. Para um projecto até quatro utilizadores o uso é gratuito. Para assegurar a gestão de até seis projectos, por um máximo de sete utilizadores o custo mensal da plataforma é de 6 euros. Para mais projectos e mais utilizadores estão disponíveis outras configurações.


Entre os clientes que já experimentam esta nova ferramenta de gestão de projectos há uma maioria de utilizadores ligados às tecnologias, mas também clientes da área da restauração, contabilidade ou mesmo um gabinete de psicologia.


O objectivo da Webfuel é precisamente o de tirar partido da interface intuitiva da plataforma para cativar utilizadores fora das áreas mais tecnológicas, explica João Saleiro.


Além dos planos para expandir o uso do Airgile em número de utilizadores e sectores do mercado, a Webfuel tem previsto no roadmap vários desenvolvimentos que têm como principal objectivo dotar a ferramenta de novas funcionalidades, distintivas da concorrência. Uma aposta na metodologia scrum, para gestão e planeamento de projectos, é um dos pontos deste roadmap.


A empresa, criada por ex-alunos do ISCTE-IUL, está ainda a trabalhar em novas aplicações. A área de finanças deverá focar o próximo produto a comercializar, mas também existem projectos na área da saúde, restauração, entre outras.


Na base da Webfuel está uma tese sobre RIA (Rich Internet Applications) que João Saleiro e outro fundador da empresa concluíram em finais de 2006. No âmbito do trabalho os autores identificaram uma oportunidade de negócio naquela área, que o surgimento de tecnologias como o Adobe Flex e o HTML5 vieram confirmar, explica João Saleiro.


Antes de avançar com a criação de uma oferta própria os dois empreendedores trabalharam como consultores na banca e só mais tarde decidiram avançar com a Webfuel e com uma oferta de soluções próprias.


O Airgile é a proposta central neste momento e pretende ser uma espécie de painel de controlo da empresa, onde é possível consultar projectos em curso, ver o que está feito, o que falta fazer e quem tem a responsabilidade de gerir determinada tarefa. Está disponível em português e inglês e pelo facto de ser uma oferta cloud está acessível a partir de qualquer ponto com ligação à Internet.

Cristina A. Ferreira

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