A Telefónica anunciou ontem aquilo que pretende se afirme como mais um incentivo à aceitação da proposta que fez à Portugal Telecom, para adquirir a participação do operador português na brasileira Vivo, que as duas empresas controlam em partes iguais (29 por cento cada).



A proposta prevê que parte do encaixe que a PT terá se aceitar vender a Vivo, vá directo para os accionistas. A proposta da Telefónica está nos 6,5 mil milhões de euros e desse valor 896,5 milhões de euros podem passar para as mãos dos accionistas, através de uma distribuição de dividendos extraordinário que se traduz num prémio de um euro por acção.




Os espanhóis pretendem que a proposta seja discutida Assembleia Geral, tal como será a oferta sobre a Vivo, que motivou a convocação dos accionistas, chamados a decidir se a posição no Brasil é ou não para vender. A reunião magna de accionistas está marcada para 30 de Junho.




A proposta é vista de diferentes perspectivas pelos principais actores do mercado, muitos convencidos de que a oferta da Telefónica, que já foi revista em alta face ao primeiro valor apresentado, volte a subir. O banco JP Morgan, por exemplo, antecipa que a Telefónica chegará aos 7,3 mil milhões de euros para garantir o controlo da Vivo, cita a imprensa especializada.




Recorde-se que a Telefónica é ela própria accionista da PT, controlando cerca de 10 por cento do capital da operadora. Se a proposta para o Brasil vingar, bem como a proposta de remuneração especial, a empresa encaixa 89,6 milhões de euros, de acordo com as contas feitas pelo Jornal i.

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