A Uber mantém um braço-de-ferro com a Autoridade de Transportes de Londres desde 2017, que não renovou a licença para a empresa de transportes poder continuar a circular. A abordagem e a conduta da plataforma digital demostraram falta de responsabilidade corporativa, nas palavras da autoridade: “a Uber London Limited não é adequada para possuir uma licença de operador privado de aluguer”.

Com mais de 40 mil condutores, e com mais de 3,5 milhões de londrinos transportados à data da decisão, a Uber contestou em tribunal o “castigo” imposto, defendendo que os motoristas passam pelas mesmas certificações dos taxistas locais.

A empresa ganhou em tribunal o apelo submetido e segundo o magistrado de Westminster, a Uber é agora uma empresa é apta e adequada, apesar das suas falhas históricas, avança a BBC. Na altura da decisão, a Autoridade de Transportes de Londres baseou-se na vulnerabilidade no sistema da Uber que permitia que pessoas não autorizadas para prestar o serviço fizessem o upload das suas fotografias para contas de motoristas legítimos, passando a trabalhar e a transportar passageiros.

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Ao todo terão sido feitos 14,788 serviços de forma ilegal, com 24 motoristas que terão partilhado as suas contas com outras 20 pessoas não registadas na plataforma. A Uber afirma que, embora já não seja possível de fazer, na altura poderia ter lidado de melhor forma com o caso. O tribunal refere que teve em consideração as falhas da Uber, mas que a empresa fez o que é necessário para corrigir as vulnerabilidades, assim como aumentou os seus padrões de exigência. Apenas falta ao tribunal decidir o tempo da nova licença e as condições impostas.

Depois de não receber a renovação em setembro de 2017, a Uber conseguiu uma licença temporária de 18 meses através de um juiz, numa primeira ida ao tribunal. Ainda obteve dois meses de licença no ano passado, mas depois a Autoridade de Transportes voltou a não renovar, mantendo as alegações de violações de privacidade da empresa que colocavam os passageiros em risco.

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