O negócio entre a IBM e a chinesa Lenovo concretizou-se ontem com um acordo assinado pelas partes, que prevê o pagamento em dinheiro de 1,25 mil milhões de dólares pela unidade de PCs da Big Blue, que há 20 anos estava no mercado ocupando actualmente o terceiro lugar mundial de vendas. O valor do negócio foi estimado em 1,75 mil milhões de dólares, sendo os restantes 50 milhões de dólares entregues em acções em data ainda a determinar.



De acordo com um comunicado, a Lenovo, que já era o maior produtor chinês de PCs, passa a gerir um negócio com uma facturação anual de 12 mil milhões de dólares e 11,9 milhões de unidades, o que significa um aumento de quatro vezes nos actuais valores de vendas da empresa.



Nos termos do acordo, a IBM mantém na sua posse 18,9 por cento do capital da empresa e assumirá lugar de destaque entre os fornecedores da Lenovo no âmbito de uma aliança estratégica que coloca a empresa americana como principal fornecedor de serviços e financiamento a clientes Lenovo.



O mesmo acordo estratégico prevê ainda que a IBM auxilie a Lenovo na colocação de produtos em novos mercados ao nível do marketing e distribuição, ajudando a assegurar a rede de distribuição para 160 países.



Por outro lado, a IBM compromete-se a escolher a Lenovo como seu fornecedor preferencial de PCs junto da própria empresa e dos seus clientes.



De sublinhar que a sede internacional da Lenovo se situará em Nova Iorque, embora os centros operacionais estejam maioritariamente sedeados em Pequim, na China, e Raleigh nos Estados Unidos. Depois da aquisição Yuanqing Yang assumirá o lugar de presidente, deixando as funções de vice-chairman e CEO que ocupa actualmente.



A operação terá um custo total de 1,75 mil milhões de dólares, detalha o mesmo comunicado e embora só fique totalmente concluída no segundo trimestre de 2005 espera-se já um impacto financeiro nos resultados da Big Blue para o último trimestre deste ano.



Com a conclusão da operação a Lenovo passa a ter 19 mil empregados, dos quais 10 mil transitam da IBM. Destes 40 por cento já estavam a trabalhar na China e outros 25 por cento nos Estados Unidos.



Recorde-se que a notícia do negócio foi avançada a meio da semana passada pelo New York Times, ainda sem confirmação oficial por parte da IBM, acabando no entanto por ser rapidamente concretizada pela empresa que pretende agora dedicar-se às áreas de serviços e servidores.



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