O Estado não vai aceitar a falência da Qimonda, visto ainda existirem possibilidades de salvar a empresa. As declarações são do presidente da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), Basílio Horta que referiu à TSF existirem contactos com investidores nesse sentido.

"Vamos votar contra a liquidação da Qimonda se ela for proposta", sendo que "penso que há um largo consenso" para que a empresa não seja liquidada na próxima assembleia, já que há possibilidades de atracção de investimento, "quer em centros tecnológicos, quer em actividades produtivas", revelou Basílio Horta.

Admitindo que a atracção de investimento para aquela empresa não é fácil, Basílio Horta confirmou que a AICEP está em contacto com a empresa japonesa que comprou a propriedade intelectual de fabricação de semicondutores à Qimonda alemã.

O presidente da AICEP considera que a empresa em causa poderá "estar interessada em aproveitar o equipamento e a qualidade da mão-de-obra da Qimonda para fazer em Portugal uma parte desses semicondutores".

Também Pedro Vasconcelos, representante dos trabalhadores da Qimonda acredita na viabilidade da empresa. "É possível que a empresa seja viável não sendo assim necessária a sua liquidação", afirmou à saída da reunião da comissão de credores, realizada esta segunda-feira.

O processo de decisão relativo à Qimonda ficará concluído com a assembleia de credores, marcada para a próxima terça-feira.

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