Num negócio que vai valer 130 mil milhões de dólares e que implica a mudança de mãos de 45% do capital da maior operadora móvel dos Estados Unidos, a Vodafone recentra operações na Europa.



Deixa para trás a receita gerada pelos 100 milhões de utilizadores que o gigante norte-americano acumula, com a maior rede 4G daquele país, que em julho de 2013 garantia cobertura a 301 milhões de pessoas.



Em 2012 a Verizon Wireless gerou receitas operacionais de 75,9 mil milhões de dólares. Na primeira metade do ano este indicador fixou-se nos 39,5 mil milhões de dólares, para uma margem de EBITDA de 50,1% no primeiro semestre.



Para alcançar a liderança do mercado norte-americano, os anos mais recentes da Verizon foram de forte investimento, e como revelam os números publicados pela operadora, desde 2000 foram aplicados no desenvolvimento da rede 80 mil milhões de dólares. O investimento criou um gigante com 1.900 lojas espalhadas pelos Estados Unidos e 73,4 mil empregados.



A parceria que unia a Verizon e a Vodafone foi firmada há 13 anos. Nos últimos tempos várias notícias davam conta do interesse da Vodafone em vender e do interesse da Verizon em comprar, mas a dimensão do negócio terá gorado um desfecho feliz para as negociações em ocasiões anteriores.



Com o acordo alcançado desfaz-se a parceria e em troca da saída de um dos maiores operadores móveis do mundo, a Vodafone garante um encaixe financeiro de peso para amortizar dívida nos mercados prioritários para a empresa. Também permite à Vodafone recuperar uma posição de cerca de 20% na Vodafone Itália, que pertencia à Verizon.



Na nota de imprensa publicada no site da Verizon, o CEO da empresa explica que o acordo alcançado permite às duas empresas redirecionarem atenções para as respetivas prioridades.

Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

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