Vinte por cento das aplicações disponíveis para telemóveis Android são pouco seguras, permitindo o acesso de terceiros a dados sensíveis dos utilizadores, sustenta um estudo da SMobile Systems, divulgado esta semana.

A empresa, que fornece soluções de segurança para smartphones, analisou as mais de 48 mil aplicações para o sistema operativo móvel promovido pela Google e verificou quais as permissões que lhes são conferidas.

De acordo com os especialistas, a abertura do Android Market é benéfica para os programadores, a quem confere maior liberdade na criação de software, mas pode implicar problemas de segurança para os utilizadores empresariais, por exemplo, deixando vulneráveis informações sensíveis que podem ser roubadas por cibercriminosos.

As permissões, que "deixam" que as aplicações desempenhem tarefas como iniciar uma chamada telefónica, aceder a SMS ou identificarem a localização geográfica do telefone, são essenciais para que os programadores possam desenvolver software útil, mas também podem servir para aceder a dados pessoais que sejam usados para fins prejudiciais, alertam os responsáveis pelo estudo.

Para além destes 20 por cento que permitem que terceiros acedam a dados pessoais e informação sensível sobre os proprietários dos telefones onde são instaladas, uma em cada vinte Apps analisadas têm a capacidade de efectuar automaticamente chamadas para qualquer número e 2 por cento permitem o envio de SMS para números de valor acrescentado, sem que seja necessária qualquer acção ou autorização dos utilizadores (para além, obviamente, da instalação).

Os especialistas reconhecem que maioria destas aplicações foram desenvolvidas com as melhores intenções e a informação não deverá, em princípio, estar comprometida. Mas a verdade é que já existe o exemplo de uma aplicação de phishing criada para recolher dados de contas bancárias, que foi depois detectada e removida do Android Market, advertem.

Segundo a SMobile, o sistema operativo obriga todas as aplicações a informarem os utilizadores sobre quais as permissões que envolvem, para que estes possam decidir, com conhecimento das suas implicações, se pretendem ou não fazer a instalação das mesmas. O problema reside no facto de não haver forma de controlar se o software se vai, de facto, comportar como descrito.

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