O leilão de frequências para a quarta geração móvel vai arrancar já na próxima segunda-feira, antecipou esta manhã o Jornal de Negócios, uma informação que foi depois confirmada por Amado da Silva, presidente da Anacom, à margem do Congresso da APDC que decorre em Lisboa.

A informação ainda não está disponível no site da Anacom sobre o leilão, que pretende atribuir 39 direitos de utilização para as faixas de frequências dos 450 MHz, 800 MHz, 900 MHz, 1800 MHz, 2,1 GHz e 2,6 GHz, que abrangem as faixas utilizadas no LTE (4ª geração móvel).

A partir de segunda feira as empresas interessadas, e que apresentaram as suas candidaturas vão poder começar a licitar, fazendo ofertas para as faixas em que estão interessados. O leilão só termina quando deixar de haver licitações.

As empresas candidatas a estas frequências são a PT, Vodafone, Optimus e Zon, que entregaram as candidaturas até 11 de Novembro. A Oni ficou de fora, não tendo apresentado candidatura, mas não está excluída a possibilidade de se associar a outro operador, nomeadamente a Zon.

Recorde-se que o regulamento do leilão permite a entrada de novos operadores, aumentando a concorrência no mercado móvel, uma condição imposta pela troika.

Zeinal Bava, presidente da PT, já assumiu que a empresa está pronta para lançar os serviços de quarta geração móvel três meses depois da atribuição das frequências.

O preço das faixas de espetro variam, sendo as dos 800 e 900 Mhz as mais caras, por serem as aquelas nas quais os operadores estão mais interessados, já que permitem criar uma rede de maior cobertura com menor investimento.

Segundo os dados que foram divulgados, se todas as frequências fosse concedidas ao preço mínimo de licitação o Estado encaixaria 429 milhões de euros.

Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

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