O relatório de progresso da Comissão Europeia, referente à utilização das TIC, indica que 40 por cento da população não utiliza Internet. Esta percentagem é formada maioritariamente por indivíduos dos países de leste e do Sul da Europa.



Os dados recolhidos mostram que na Roménia, por exemplo, 70 por cento das pessoas não têm acesso à rede, uma situação comum a 62 por cento da população grega.



Mesmo assim, 250 milhões de europeus têm acesso à Internet sendo que, destes, 80 por cento, acede através de ligações de banda larga presentes em casa, nas escolas, locais de trabalho, hospitais, autarquias, quiosques de acesso, entre outros locais.



Viviane Reding refere que é positivo o facto de "77 por cento das empresas europeias, 67 por cento das escolas e 40 por cento das instituições de saúde disporem neste momento de ligações rápidas de Internet ". Mesmo assim, "algumas zonas da União Europeia estão ainda distantes desses níveis, não se encontrando plenamente ligadas", diz a comissária.



Os dados referentes a Portugal mostram que ainda estamos abaixo da média europeia no que se refere à utilização da Internet no espaço comunitário. Pelas contas da Comissão Europeia, em Janeiro, a taxa de penetração da banda larga em Portugal fixava-se pouco acima dos 15 por cento, mais uma vez abaixo da média europeia, apenas 35 por cento da população portuguesa acedia à Internet no ano passado. No que se refere às empresas a taxa de adopção das TIC ronda os 45 por cento. Nas escolas Portugal surge acima da média com uma penetração de banda larga próxima dos 72 por cento, dados ainda relativos a 2006, neste caso.



O relatório europeu indica ainda que 60 por cento dos serviços públicos na UE já estão totalmente disponíveis online. Neste campo, e apesar de na prática a realidade não corresponder totalmente aos números de Bruxelas, Portugal é líder europeu, já que disponibiliza 100 por cento das transacções públicas online.



Entre as conclusões do estudo destaca-se ainda a existência de 100 milhões de ligações de banda larga à Internet, o que faz da União Europeia o maior mercado desenvolvido de consumo do mundo e um dos que está na melhor posição para colher os benefícios económicos das TIC.



Por fim, a Comissão Europeia concluiu que, no ano passado, 40 milhões de pessoas passaram a utilizar regularmente a Internet, sobretudo devido às facilidades que a rede trás em termos de trabalho e estudos. Mais de 96 por cento as escolas passaram a estar ligados à Internet, dois terços dos quais através de banda larga.



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