No final de setembro existiam em Portugal três milhões de utilizadores de serviços fixos de alta velocidade, um número que representa um crescimento de 9,5% face ao mesmo período do ano passado e que corresponde a 72% das famílias.

Os dados disponibilizados pelo regulador das comunicações, a Anacom, mostram que as regiões do país onde a penetração destes serviços é historicamente mais baixa estão a aproximar-se da média nacional, no que se refere ao número de famílias que tira partido destas infraestruturas avançadas.

No Alentejo as redes de alta velocidade garantem já uma penetração de 51%. No Centro do país de 60,5% e no Algarve 68,7%, números que não serão alheios ao facto de, no período em análise, estas regiões estarem entre aquelas que mais cresceram em alojamentos cablados com este tipo de tecnologias. Lisboa, Açores e Madeira permanecem as zonas do país onde as redes de alto débito estão mais disponíveis e utilizadas.

No fim do trimestre, o número de casas cabladas com redes de alta velocidade rondaria os 5,5 milhões, mais 4,2% que no trimestre anterior, para uma cobertura nacional de 87%.

A fibra ótica é a tecnologia que se destaca nestes dados, com oito em cada 10 novos clientes de redes de alta velocidade no período a contratarem serviços suportados em FTTH. O número de casas preparadas no país para receber a tecnologia, por seu lado, rondava já os 5,3 milhões.

Já os acessos de alta velocidade suportados em redes de TV por cabo (hybrid fiber coaxial) chegavam no final de setembro a 3,8 milhões de casas, tendo a infraestrutura crescido de forma residual (0,1%) no período em análise.

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