
O Brexit trouxe o fim de vários acordos entre o Reino Unido e o resto da União Europeia e as comunicações móveis são um exemplo disso. Enquanto UE e britânicos continuam a negociar um possível novo acordo nesta área, os operadores locais de telecomunicações já anunciaram as tarifas que vão passar a aplicar.
Virgin Mobile e O2 são as duas únicas empresas sem planos para cobrar tarifas de roaming aos britânicos, conforme acabam de anunciar. Vodafone, 3 e EE já tinham comunicado aos clientes que as tarifas de roaming no espaço da União Europeia vão voltar e as novas regras serão colocadas em prática durante os próximos meses.
A Vodafone planeia reintroduzir tarifas de roaming no final de janeiro, segundo a BBC, a EE em março e a 3 em maio. As três operadores vão passar a cobrar tarifas diárias de 2 libras pelas comunicações em roaming e as três vão imputar este custo extra apenas a clientes recentes.
No caso da EE, a tarifa aplica-se a quem tenha feito ou alterado contrato com a operadora depois de 7 de julho do ano passado, no caso da Vodafone depois de 11 de agosto e no caso da 3, após 1 de outubro de 2021.
Vodafone e EE vão, no entanto, disponibilizar opções para reduzir a despesa com comunicações em viagem na UE. A Vodafone vai ter passes de oito ou 15 dias, a uma libra por dia e a EE vai ter passes mensais, a custar 10 libras.
A Virgin e a O2, que no ano passado se fundiram, explicam que a decisão de continuar sem aplicar tarifas extra aos clientes quando viajam no espaço da UE é um contributo para dar previsibilidade aos preços das comunicações, numa altura em que muitos britânicos começam a retomar planos de viagem.
As empresas apresentaram também cálculos que indicam uma média de custos adicionais com comunicações móveis em viagem na ordem das 100 libras, para uma família de quatro pessoas em férias por duas semanas. As contas têm por base os preços que os concorrentes contam colocar em prática.
Recorde-se que na UE, desde 2017, um acordo assinado por todos os países da União permitiu abolir as taxas de roaming, fazendo com que o preço das comunicações móveis de voz e dados passasse a ser igual àquilo que o cliente pagava no seu país de origem, caso viaje para qualquer um dos restantes.
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