Uma análise dos estudos efectuados até agora sobre a relação entre a utilização dos telemóveis e o risco de cancro encomendada pela Autoridade Sueca de Protecção da Radiação e divulgada quarta-feira concluiu que não existem provas consistentes que demonstram um aumento do risco de cancro e a utilização prolongada dos telefones celulares.



Até agora, à medida que os aparelhos sem fios se foram tornando mais populares e eficientes, os estudos realizados divergiam em relação à premissa de que a utilização dos telemóveis poderia corresponder a um crescimento da probabilidade de ter cancro.



A agência governamental solicitou a John D. Boice Jr. e Joseph K. McLaughlin, cientistas do Instituto Internacional de Epidemiologia, localizado nos Estados Unidos, que avaliassem as pesquisas publicadas sobre este tópico.



A análise levou em conta nove estudos realizados desde 1996 que incluiam factores como o tipo de telemóvel, a duração e a frequência da utilização e da localização dos tumores no cérebro e concluíram que é necessário efectuar mais pesquisas.



A entidade que encomendou a análise admitiu que existe uma preocupação por parte do público sobre este problema e afirmou que ainda estão a ser realizados vários estudos e que eram necessários acompanhamentos da situação investigada nas pesquisas relativos a quaisquer efeitos cancerígenos ligados à utilização dos telemóveis.



Boice e McLaughlin rejeitaram as conclusões alcançadas nas pesquisas do oncologista sueco Lennart Hardell, que apontam para que os utilizadores de longo termo de telemóveis analógicos antigos tinham pelo menos mais 30 por cento de probabilidade do que os não-utilizadores de desenvolverem tumores no cérebro. Os novos telefones digitais emitem menos radiação do que os antigos modelos analógicos que foram investigados.



A análise afirma que os estudos de Hardell e algumas pesquisas norte-americanas com conclusões semelhantes não eram informativas, quer porque o acompanhamento posterior foi demasiado curto e o número de cancros foram reduzidos, quer devido a graves limitações metodológicas.



O documento contrastou estas pesquisas com outros três estudos realizados nos Estados Unidos, Finlândia e Dinamarca que utilizaram modelos bastante diferentes, tendo-se baseado em relatórios médicos em lugar de entrevistas com os pacientes. Segundo afirmam os epidemiologistas norte-americanos, estes estudos retratam um panorama consistente que parece eliminar, com um grau relativo de certeza, uma associação causal entre os telefones celulares e o cancro até à data.


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