Portugal tem sido um dos países mais inovadores na dinamização de serviços e conteúdos móveis, mas o equilíbrio do negócio das operadoras pode ser posto em causa se não se conseguirem monetizar as ofertas de multiple screen e os serviços que consomem mais dados nas redes, nomeadamente o vídeo. O alerta foi partilhado pelos representantes da PT Portugal, Vodafone e NOS que participaram no debate promovido hoje no Mobile Forum Portugal.
A conferência decorreu no Pavilhão de Portugal, sob a organização a ACEPI e a APDC em conjunto com a Mobile Marketing Association, debatendo temas relacionados com os novos serviços e soluções móveis, mas também fazendo o ponto de situação em relação à  evolução da oferta e das redes.
João Couto, diretor geral da Microsoft Portugal e membro da direção da APDC, destacou o facto da mobilidade ter trazido uma verdadeira mudança de hábitos de vida dos utilizadores, e da produtividade empresarial, lembrando que a indústria está a passar por uma fase de desenvolvimento extraordinário, mas que cabe a todos os agentes do sector ajudar a parar a destruição de valor a que assistimos.
A ideia foi partilhada por João Epifânio, diretor da PT e responsável pelo negócio móvel, que afirmou que em Portugal “também somos pioneiros nos disparates. […] Todos os operadores foram amigos do desenvolvimento”, mas que é preciso ganhar coerência entre o que é a estratégia do negócio e a concorrência para não continuar a reduzir preços.
Duarte Sousa Lopes, diretor da NOS e responsável pelo negócio móvel alinhou pela mesma nota e lembrou que “receitas a cair aceleradamente e capex a subir aceleradamente não é um desenvolvimento sustentável. Há que encontrar uma solução”.

Depois de uma fase em que os OTT (over the top) foram “demonizados” Duarte Sousa Lopes considera que essa fase já está ultrapassada e que os operadores souberam incorporar as oportunidades nas suas ofertas. “O vídeo e apps de consumo intensivo de dados são OTT muito relevantes que tornam o consumo de dados indispensável”, lembrou, considerando porém que é preciso ajustar o pricing destes serviços. “Temos de criar um caminho que traga valor incremental”.
A monetização do vídeo é também para António Margato uma questão relevante, mas o diretor da área de marketing de consumo da Vodafone mostra-se otimista. “Já temos 50% do tráfego de redes móveis no 4G. A experiência é boa, os serviços são convenientes, com qualidade. Depois podemos iniciar a monetização”

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