A Nova Information Management School (NOVA IMS), da Universidade Nova de Lisboa, e a Comunidade Intermunicipal do Oeste (CIM Oeste) preparam-se para criar a primeira região inteligente do país. O objetivo da criação deste ecossistema é implementar modelos que ajudem o processo de tomada de decisão de políticas públicas, assim como ajudar investidores e agentes económicos a desenvolver atividades de valor acrescentado, baseado em dados factuais.

O projeto abrange os municípios de Alenquer, Alcobaça, Arruda dos Vinhos, Torres Vedras, Peniche, Nazaré, Caldas da Rainha, Lourinhã, Sobral de Monte Agraço, Óbidos, Bombarral e Cadaval. O objetivo da plataforma Smart Region é poder depois ser replicada para todas as regiões do país, incluindo as Regiões Autónomas da Madeira e Açores. Ao todo, o projeto tem um investimento total de um milhão de euros, com 57% cofinanciados pelo Fundo Social Europeu ao longo de dois anos.

Espera-se um retorno de 533 mil euros durante esse período, “considerando a automatização de processos, cuja informação é atualmente recolhida de forma manual, poupanças com a deslocação aos municípios para esclarecimento de questões, redução da despesa com custos médios de comunicações móveis, entre outros”, é referido no comunicado.

É explicado que esta será a primeira plataforma analítica integrada de inteligência territorial que, numa abordagem de big data e ciência dos dados, oferecerá capacidades de recolha, armazenamento, processamento e análise dos dados gerados pelas redes Wi-Fi públicas dos municípios que, combinados com dados provenientes dos sistemas operacionais e das redes de sensores municipais, permitirá alavancar a construção de uma região de turismo inteligente e sustentável.

A plataforma visa compreender a interação das pessoas, não só as que vivem na CIM Oeste, mas trabalhem ou visitem a região, com base nos dados de registo e utilização dos pontos de acesso Wi-fi. Nesse sentido, e como exemplo, conhecer o número e as características dos visitantes a eventos e locais, capacidade de distinguir novas pessoas no local ou recorrentes.

Verificar horas de ponta e padrões de deslocação, marcar pontos de interesse são também outras vantagens do projeto. E através do cruzamento de dados originários das redes, disponibilizar marketing de contexto, ou seja, a informação personalizada mediante o local e a pessoa.

“As capacidades que a tecnologias oferecem hoje de capturarmos gigantescas quantidades de dados, lança o desafio de serem criadas as capacidades analíticas para promover a sua conversão em informação e, assim, passarem a ter valor para os processos de tomada de decisão, para a criação de novos produtos e serviços e para uma cidadania mais ativa e participada”, salienta Miguel de Castro Neto, Subdiretor da NOVA IMS e Coordenador da NOVA Cidade – Urban Analytics Lab.

Já o presidente da CIM Oeste, Pedro Folgado, acrescenta que “o processo de criação de redes de Wi-Fi público municipal gera a oportunidade de, pela primeira vez, os municípios serem os ‘donos’ dos dados necessários e suficientes para o desenvolvimento de capacidades analíticas e pela criação de valiosos insights sobre as mais diversas dimensões da governação do território”.

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