A dependência dos telemóveis é uma das características que marca a sociedade actual. Para perceber até que ponto os jovens andam de mãos dadas com aqueles dispositivos, o Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa decidiu efectuar um estudo, denominado "E-generation: os usos dos media pelas crianças e jovens em Portugal".



Através desta análise conclui-se que seis em cada dez alunos nunca desligam os telemóveis quando estão na escola e que 74 por cento apenas o faz porque o telemóvel "só lhe é útil se estiver constantemente ligado". Não ter o dispositivo consigo ou mantê-lo desligado é algo que, para 54 por cento dos inquiridos, causa muita ansiedade.



A necessidade de se manter contactável leva a que 21 por cento dos jovens não desligue ou tire o som do telemóvel em situação alguma, nem quando estão em velórios, funerais, missas, consultas ou em tratamentos médicos.



Num inquérito que abordou 1353 crianças e jovens até aos 18 anos, percebeu-se ainda que a maioria recebeu um telemóvel quando completou 11 anos e que raros são aqueles que ainda não possuem um.



Quem já carrega consigo um telemóvel, diz que em média faz mais de três telefonemas por dia e envia 26 mensagens. Contudo, há quem chegue às 80 chamadas diárias e ao envio de 99 SMS.



O estudo mostra ainda que, em média, o gasto mensal em telemóvel é de 19 euros, com os carregamentos totais de um mês a variar entre os cinco e os 200 euros, para os mais gastadores. É junto dos utilizadores com idades entre os 16 e os 18 anos que a factura sobe mais, com a média mensal a ir até aos 30 euros.



Os destinatários das mensagens são quase sempre os amigos (77 por cento) e quase metade dos inquiridos assume que utiliza os SMS para namorar. Há ainda que diga que já utiliza as mensagens escritas para seduzir alguém e quem aceite encontros amorosos através do mesmo sistema.



Fernando Gomes da Confederação das Associações de Pais, citado pelo Correio da Manhã, diz que, apesar de não "ficar surpreendido" com os resultados, a verdade é que o comportamento dos jovens é inaceitável e "aditivo". A necessidade de os pais educarem os mais novos para a utilização do telemóvel é um dos pontos essenciais focado por Fernando Gomes, que recorda ainda os regulamentos de muitas escolas, onde é proibida a utilização dos equipamentos, algo que não é respeitado nem pelos alunos nem pelos professores.



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