A parceria com a líder mundial dos processadores foi uma das grandes novidades da Alcatel-Lucent na edição 2014 do Mobile World Congress, que por estes dias decorre em Barcelona. As empresas uniram esforços para apoiar os operadores de telecomunicações na virtualização de serviços e aplicações, uma transformação que assenta sobre uma nova arquitetura, que promete impactos fortes aos nível do time to market, mas também no que se refere à fiabilidade das soluções que disponibilizam aos clientes.



A parceria com a Intel vai visar três áreas essenciais de soluções da Alcatel-Lucent, nas quais as empresas juntarão esforços de investigação: virtualização de redes de acesso rádio; plataformas cloud; e processamento de alta performance para plataformas avançadas de IP/MPLS.



O acordo entre as duas empresas irá apoiar o portfólio de soluções cloud apresentado pela empresa na semana passada que está direcionado para três áreas e que compõe a segunda geração da plataforma de NFV (Network Functions Virtualization) da Alcatel-Lucent, designada CloudBand 2.0. As três áreas que a fabricante se propõe virtualizar abrangem o EPC – Evolved Packet Core; IMS – IP Multimedia Subsystem; e RAN – Radio Access Network.



Intel e Alcatel-Lucent mantêm uma colaboração há cerca de dois anos, que agora é aprofundada para dar suporte à nova aposta da Alcatel-Lucent, que propõe aos operadores de telecomunicações e deslocação para a nuvem appliances dedicadas, que hoje são geridas internamente com um elevado desperdício de recursos e baixos níveis de flexibilidade na resposta a alterações súbitas. O aproveitamento das infraestruturas que hoje fazem a gestão de serviços e aplicações, sublinha Dor Skuler, ronda os 20% e a virtualização terá um impacto direto na otimização deste tipo de gastos.



“É uma arquitetura completamente nova” defende Dor Skuler, responsável pela unidade de negócio CloudBand. A fabricante defende que a virtualização é o caminho para uma utilização mais eficiente dos recursos da rede, facilitando uma adequada distribuição dos serviços, na medida das necessidades dos utilizadores.



A Alactel-Lucent está a trabalhar nesta área desde 2011 e garante que foi a primeira da indústria a investir no desenvolvimento destas tecnologias de virtualização, que este ano marcam a aposta de mais fornecedores de soluções de rede presentes no evento. A empresa defende que esta pode ser uma oportunidade para introduzir uma mudança de paradigma no mercado e aposta em standards e tecnologias abertas, uma abordagem que não é seguida por todos os fabricantes.



Para potenciar este posicionamento, a fabricante abriu a plataforma cloud a parceiros e conta já com 29 empresas, que desenvolvem aplicações para integrar na plataforma da empresa. A nova versão plataforma NFV está a ser testada pela Alcatel-Lucent em 15 clientes. A fabricante não quis revelar se da lista faz parte alguma empresa portuguesa.



Dor Skuler defende que a transição para ambientes virtualizados será gradual e começará por áreas com menor impacto na atividade das organizações. Será ainda assim uma grande mudança, tanto ao nível da eficiência e da capacidade de resposta das organizações, como também ao nível da segurança. “Quando criamos produtos sobre hardware não assumimos a possibilidade de existirem falhas, sobre a cloud esse princípio é admitido e endereçado” já que o próprio software pode fazer essas correções, nota Dor Skuler.

No expositor do MWC a Alcatel-Lucent mostra a solução virtualizada do IMS, no âmbito da nova aposta, mas também mostra o trabalho da empresa noutras áreas como as Small Cells ou os desenvolvimentos mais recentes na área do LTE.

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